Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Empresas “coíbem-se” de contratar portugueses
Segunda, 18/07/2016

Há menos portugueses a pedir residência em Macau porque quem procura trabalhadores desiste de esperar meses pela aprovação dos processos. A opinião é defendida pela presidente da Casa de Portugal, Amélia António.

 

“Tenho este feedback, por parte de algumas pequenas empresas, que normalmente precisam de pessoas com uma determinada formação para trabalharem em áreas muito concretas. Depois, coíbem-se. A experiência que têm tido é esta. Com as dificuldades, retraem-se e dizem ‘não posso entrar nisto e ficar nesta situação’”, explica Amélia António, em declarações à Rádio Macau.

 

A responsável dá também o exemplo da Casa de Portugal, que tem tido dificuldade em contratar formadores portugueses. A presidente da instituição indica que não quer “correr o risco” de “ficar sem perceber” que actividades podem ou não ser desenvolvidas.

 

De acordo com dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, avançados pela Rádio Macau, 28 de 62 portugueses conseguiram obter o Bilhete de Identidade de Residente, entre Janeiro e Junho (estão pendentes 34 processos). No mesmo período do ano passado, tinham sido 58 de um grupo de 75.

 

“As pessoas estão a emigrar na mesma, mas para a Europa, para sítios mais fáceis e onde é reconhecida a sua preparação. Portanto, não penso que esteja a sair menos gente de Portugal. Estão é a procurar outros destinos porque não estão para vir para o outro lado do mundo para uma situação muito periclitante”, argumenta ainda Amélia António.