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Alexis Tam concorda “inteiramente” com críticas ao IC
Sexta, 15/07/2016

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, concorda com as críticas que o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) fez ao Instituto Cultural (IC), no caso da Fábrica de Panchões Iec Long.

 

“Estou inteiramente de acordo com o relatório do CCAC. O IC tinha de procurar os proprietários para poder recuperar o dinheiro gasto na recuperação de edifícios. Ordenei o IC para apresentar, nos próximos dois meses, um plano de actividades sobre a implementação e execução das recomendações do CCAC”, disse Alexis Tam, durante uma reunião do Conselho do Património Cultural.

 

O Instituto Cultural avançou cinco milhões de patacas para requalificar um espaço privado, localizado no terreno da Fábrica de Panchões Iec Long. Mas o proprietário ainda não pagou a factura.

 

Outra recomendação do CCAC, com a qual Alexis Tam concorda, é a classificação de todo o conjunto arquitectónico. O presidente do IC, Guilherme Ung Vai Meng, garante que o processo vai arrancar “com a maior brevidade possível”.

 

Os trabalhos vão decorrer “com base nos fundamentos históricos”. Sobre as críticas do CCAC, Guilherme Ung Vai Meng admite que não foi feito um trabalho “muito preciso”.

 

No entanto, o responsável sublinha que foram recuperados 16 edifícios, alguns em estado precário, permitindo a sua preservação. Além disso, foi feita uma operação de limpeza no local, para extinguir focos de proliferação de mosquitos.

 

Na reunião do Conselho do Património Cultural, os membros discutiram ainda as conclusões dos trabalhos arqueológicos realizados em Coloane. Num segmento, junto à Rua do Estaleiro, foram encontrados vestígios com três a quatro mil anos, pertencentes ao período do neolítico tardio. O local vai ser preservado e, no futuro, aberto ao público. Mas, por agora, continuam as escavações.