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Raimundo admite processos disciplinares na DSSOPT
Sexta, 15/07/2016

Sem estados de alma em relação à conclusões do CCAC sobre o caso da Fábrica de Panchões, Raimundo do Rosário promete vigilância contra a corrupção e as ilegalidades no serviços de obras públicas, um departamento sensível depois das práticas reveladas durante o consulado de Ao Man Long. Nas primeiras declarações públicas sobre o caso, depois de serem conhecidas as conclusões do CCAC, Raimundo do Rosário disse que já solicitou à DSSOPT um inquérito para apurar responsabilidades e admite que funcionários das Obras Públicas possam vir a ser alvo de procedimentos disciplinares.

 

“Eu não tenho que ter estados de alma em relação a isso. Só tenho que receber o relatório, ler e cumprir o que lá vem”, afirmou ontem aos jornalistas, no final do debate da Assembleia Legislativa sobre o regulamento de Táxis.

 

Há cerca de um ano enviou o dossier para o CCAC, agora vê confirmadas algumas das suspeitas que tinha em relação ao processo. “Certamente se propus ao Chefe do Executivo que o processo fosse enviado para o CCAC é porque tinha achei que tinha razões para isso”, acrescentou.

 

Raimundo remete uma possível investigação criminal para o CCAC e para os orgãos judiciais. Na tutela das Obras públicas e transportes promete uma averiguação interna que pode vir a originar procedimentos disciplinares. “A DSSOPT já está a analisar o processo e depois irá propor as medidas que entender”, defendeu.

 

Depois da condenação do Secretário Ao Man Long, o caso ensombra de novo os serviços de obras públicas de Macau. Raimundo promete vigilância e denunciar todas as ilegalidades ao CCAC. “Quando eu detectar ou chegar ao meu conhecimento alguma situação destas, farei o mesmo. Por enquanto, a única que situação que chegou e que eu prôpus ao Chefe do Executivo nestes 19 meses foi esta. Se quando e surgir, farei o mesmo”, apontou.

 

Decretada a nulidade do contrado entre a Fábrica de Panchões e o Governo, o estatuto de outros terrenos também está em causa: é o caso dos lotes desenvolvidos pela Shun Tak onde se encontra hoje o hotel Mandarin Oriental e que resultaram de trocas entre o Governo e a proprietária da Fábrica de Panchões.

 

Raimundo do Rosário promete conclusões depois da averiguação que está em curso nos serviços de obras públicas.