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Projecto de Chow em Setúbal depende de vários requisitos
Quinta, 07/07/2016

O projecto de David Chow para Setúbal ainda vai ter de passar por um concurso público e depende de relatórios de impacto ambiental e económico. Além disso, a câmara municipal da cidade portuguesa vai ter de fazer um plano pormenor, com o objectivo de regulamentar a construção na zona.

 

“Pode demorar seis meses, pode demorar um ano”, explica a autarca setubalense, Maria das Dores Meira, referindo-se ao plano pormenor.

 

“Da parte do município, faremos todos os possíveis para que [o processo] seja o mais rápido possível porque daqui depende uma série de postos de trabalho, criação de riqueza, desenvolvimento económico e social”, acrescenta.

 

Maria das Dores Meira antevê que um projecto como o de David Chow, com um hotel, habitação, uma marina e infra-estruturas de apoio, pode criar entre “mil a três mil postos de trabalho”. Já o empresário está ciente dos vários requisitos, por isso, não arrisca avançar um orçamento total - apesar de falar num valor inicial de 150 milhões de euros - nem prazos para o início e final do projecto, caso se concretize.

 

“Se o governo de lá me der mais terreno, podemos investir mais. Podemos gastar o que for necessário para fazer algo bonito”, assegura David Chow, que está confiante sobre o futuro do projecto.

 

“Tenho aqui a presidente da câmara municipal e estive com um ministro português. Todos apoiam fortemente”, nota o empresário.

 

A autarquia portuguesa pretende dar uma nova vida à zona junto ao Clube Naval Setubalense. David Chow é o primeiro investidor a entrar em cena.

 

“Temos andado à procura de investidores para a construção da marina [em parceria com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra]”, revela Maria das Dores Meira. Agora, surge um projecto mais alargado.

 

Sobre possíveis entraves, nomeadamente ao nível ambiental, a responsável afirma que existem fábricas e instalações portuárias na zona de Setúbal. Ainda assim, reconhece que a cidade está numa área “sensível”, que alberga “uma colónia de golfinhos roazes-corvineiros”.

 

“Não queremos que nada belisque esta comunidade”, sublinha.

 

Esta tarde, a câmara municipal de Setúbal e a Macau Legend de David Chow assinaram um memorando de entendimento para a construção do projecto. A empresa local também chegou a um acordo para criar uma “joint venture” com três companhias de Portugal: a Fundo Aquarius, a Amorim Turismo e a B&G.

 

O acordo deve estar finalizado até ao final do ano. A “joint venture” vai ser responsável pela construção do projecto em Setúbal, caso se concretize.

 

Entre as empresas portuguesas está a que opera a licença do casino de Tróia. O acordo com a Macau Legend prevê que o grupo de David Chow injecte cerca de 50 milhões de euros ou arranje garantias bancárias nesse valor, ficando com 55 por cento do capital.