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Uber pede regulamentação ao Governo para deixar vazio legal
Segunda, 04/07/2016

A Uber quer deixar de funcionar num vazio legal e para isso pede ao Governo legislação que regule o que a empresa diz ser a “partilha de transportes”.

 

A Uber, cuja aplicação permite chamar um carro com motorista, fez chegar ao secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, “milhares” de cartas, todas com a mesma mensagem.

 

Pelas contas de Trasy Lou Walsh, gerente das operações da Uber em Macau, foram “cerca de três mil” os residentes e turistas que, na última semana, responderam afirmativamente ao apelo da empresa e escreveram a Raimundo do Rosário.

 

Como fiéis utilizadores da tecnologia, a mensagem não seguiu por carta, mas sim por correio electrónico. Mas para que chegassem ao gabinete do secretário, Trasy Lou Walsh escolheu um método que não podia ser mais tradicional.

 

Assim, foi de riquexó que a responsável pelas operações da Uber em Macau e as caixas com as mensagens chegaram ao destino.

 

A ideia era, desta forma, demonstrar que “o sistema de transportes evolui a partir da inovação e das necessidades do crescimento” e que “o velho e o novo se complementam.

 

Agora, defende Trasy Lou Walsh, é tempo de Governo e Uber se sentarem à mesma mesa: “Este serviço é bom para Macau. Precisamos de nos sentar juntos e encontrar formas de regulamentar a partilha de transportes. Aquilo a que temos assistido em 80 países é que fomos bem-sucedidos em trabalhar com os governos. Estamos confiantes que Macau siga esse caminho, um dia”.

 

Para a Uber, é preciso preencher um vazio legal: “Existem leis que regulam os carros privados e leis que regulam veículos comerciais, como os táxis. Depois, não há enquadramento legal para a indústria de partilha de transporte, na qual se pode pedir um carro particular através de uma aplicação. Não estamos previstos na lei”.

 

Sem avançar números concretos, a Uber, presente em Macau desde Outubro de 2015, diz apenas que são “dezenas de milhares”, sendo que 70 por cento são residentes e os restantes turistas.