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Anima conformada com “muito má” lei de protecção de animais
Quinta, 30/06/2016

A lei de protecção dos animais, diploma que vai ser votado na especialidade no próximo dia 4 de Julho, fica aquém da versão inicialmente apresentada pelo Governo, defendeu, em declarações à Rádio Macau, Albano Martins, presidente da Anima – Sociedade Protectora dos Animais.

 

Segundo Albano Martins, “esta proposta é quase irreconhecível, comparada com a primeira, que já não era uma boa proposta. Na minha opinião, como presidente da Anima, é muito má. Mas se me perguntam se apoio, respondo ‘claro’. Porque não há nada em Macau. Mesmo que seja muito má, pelo menos haverá uma ou outra área em que os animais acabarão por ser protegidos. Mas não em todas”.

 

De acordo com Albano Martins, um dos exemplos em que o diploma piorou da primeira para a segunda versão está relacionado com os animais que podem ser utilizados em testes de laboratório: “O único laboratório de investigação que existe cá é o da Universidade de Macau, que garante que só vai usar ratinhos. E o Governo tinha já posto macacos a poderem ser utilizados, desde que autorizado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. Agora também os cães e os gatos podem ser utilizados em laboratório”.

 

Sobre a questão das lojas de animais, que continuam por regulamentar, o presidente da ANIMA diz que mesmo que o Governo legisle sobre a matéria, persistirão lacunas noutras áreas: “Não só regular a posse de animais, o abandono de animais, como também regular os criadores de animais, as lojas de venda de animais, as clínicas veterinárias, os próprios veterinários. Nada disso existe em Macau”.