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Revista de imprensa de Macau e de Hong Kong (quinta-feira)
Quinta, 30/06/2016

Os atrasos na construção do novo hospital público e o arquivamento, por parte do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), da queixa contra o financiamento de Macau na Universidade de Jinan, são os principais títulos da imprensa que se publica esta quinta-feira. Destaque ainda para o atentado na Turquia.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

As declarações de ontem do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, na Assembleia Legislativa, sobre o futuro hospital das ilhas fazem as manchetes de hoje dos principais jornais em chinês.

 

No Ou Mun, o tema preenche por completo a primeira página. No título principal, a incerteza do Governo em relação ao custo e prazo de construção do novo hospital. O diário dá ainda destaque ao facto de o projecto, adjudicado em 2013 ao arquitecto Eddie Wong, sem concurso público, estar a ser constantemente a ser alterado.

 

Esta é, de resto, a informação que o Va Kio puxa para manchete. O jornal diz que quase todo o projecto, ainda na fase de concepção, teve de sofrer ajustamentos. As alterações são a justificação o Executivo para dizer que não sabe quando o hospital será inaugurado, nem tem ideia de quanto vai custar.

 

Canal em chinês da Rádio Macau

Na Ou Mun Tin Toi, a manhã informativa está a ser preenchida com o início do julgamento de uma antiga chefia da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. O ex-chefe da Divisão de Gestão de Transportes é acusado de corrupção, num processo que envolve seis arguidos. Em causa estão alegados subornos, no valor de 16 milhões de patacas, em troca de contratos relacionados com a gestão de parques de estacionamento e que foram celebrados com três empresas.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

Istambul “É mesmo aqui ao lado”, lê-se no destaque que preenche toda a primeira página do Hoje Macau. O último balanço oficial do atentado no “mais movimentado aeroporto da Europa” dá conta de 41 mortos e mais de 230 feridos. Noutros títulos, o arquivamento da queixa contra a doação da Fundação Macau à Universidade e Jinan. 

 

No Jornal Tribuna de Macau, a manchete é feita com a reunião de ontem de Raimundo do Rosário na Assembleia Legislativa: “Excesso de pareceres atrasa hospital das ilhas”. Na primeira página, nota ainda para o título “Património para que te quero!”. Em causa uma interpelação ao Governo de Chan Meng Kam, que contesta a falta de acção na protecção de monumentos. O deputado diz que a Administração anda de “olhos tapados”.

 

O património é também tema em destaque no Ponto Final. O jornal volta a abordar o caso da possível relocalização do templo de Hong Chan Kuan. “Mais do que pedras”, lê-se na manchete, com arquitectos, historiadores e urbanistas a rejeitar a ideia do presidente da Associação de Engenharia de mudar o templo de lugar para construir uma estrada em Mong Ha. Os atrasos na construção do novo hospital também estão na capa – é o “Complexo Hospitalar de Santa Engrácia”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

“CCAC absolve a Fundação Macau”, é o grande título do Business Daily, que faz referência ao caso do donativo de mais de 100 milhões de patacas do organismo autónomo do Governo à Universidade de Jinan, em Cantão. O jornal financeiro olha ainda para os lucros do Canídromo em 2015: desceram 82 por cento, para 4,8 milhões de patacas, em comparação com 2014.

 

Também o Macau Daily Times titula em manchete que o CCAC não encontrou ilegalidades no donativo à Universidade de Jinan. Noutros temas do dia, a inauguração de uma exposição com pinturas do artista francês Auguste Borget, no Museu de Arte de Macau. O pintor passou cerca de 10 meses na China, em 1838, oito foram vividos em Macau.

 

O Macau Post Daily escreve, na primeira, “Hospital no Cotai não vai estar pronto em 2019” – a garantia é de Raimundo do Rosário, uma presença regular nas primeiras páginas do jornal, que sublinha ainda que o secretário para os Transportes e Obras Públicas não arrisca uma data para a conclusão do projecto. O jornal coloca também em destaque o Mar do Sul da China. No próximo dia 12, o tribunal internacional de arbitragem decide sobre os conflitos territoriais entre a China e as Filipinas.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 “Terror na Turquia”, escreve o South China Morning Post, a dar conta da dor que atacou os familiares das vítimas do atentado em Istambul. Pelo menos 41 pessoas morreram. Em manchete, a resposta da Link Reit às criticas do Chefe do Executivo. A empresa diz que o CY Leung está a confundir responsabilidade social com segurança social, a propósito da alegada ligação entre os lucros conseguidos nos espaços de comércio a retalho, como mercados, que eram operados pelo Governo, e os pacotes de regalias para altos quadros da empresa.

 

As lágrimas de mulheres que perderam familiares no aeroporto de Istambul fazem também a fotografia de capa do China Daily, que diz que as autoridades turcas estão a analisar imagens do atentado e a recolher depoimentos. Há três suspeitos na mira. Em manchete, os cortes na despesa pública conseguidos pelo Governo Central: um relatório de auditoria concluiu que há menos gastos em carros, viagens ao estrangeiro e lazer.

 

No Standard, a primeira página é reservada a Xu Jiatun, antigo representante do Governo Central em Hong que se exilou nos Estados Unidos após o massacre de Tianannen.  Faleceu aos 100. Xu Jiatun destacou-se, na década de 1980, como director da agência oficial Xinhua, a representação oficiosa do Partido Comunista Chinês em Hong Kong antes da transição.