Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Estudo diz que Macau é inclusivo em relação a deficientes
Terça, 28/06/2016

Macau é tolerante e tem uma atitude positiva em relação aos cidadãos portadores de deficiência. É, pelo menos, esta a conclusão de um inquérito feito pelo Instituto Politécnico de Macau, a pedido do Governo. Os resultados do estudo foram apresentados hoje à Comissão para os Assuntos de Reabilitação, que esteve reunida em plenário e ficou a saber que Macau é uma sociedade inclusiva.

 

O cenário é de abertura: a maioria da população de Macau aceita os portadores de deficiência, assume uma atitude de respeito e defende que o Governo deve investir mais nos apoios e serviços de reabilitação. “Através deste estudo, conseguimos perceber o que a população, de uma forma geral, aceita trabalhar com pessoas com deficiência, querem conviver com eles. Quanto aos transportes públicos, sentem-se confortáveis se houver alguém com deficiência que se sente ao seu lado”, diz Choi Sio Un, chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social.

 

O Governo reconhece que precisa de promover mais os direitos dos portadores de deficiência. As pessoas sabem que devem demonstrar respeito e garantir dignidade, mas não sabem exactamente como. Por exemplo, a maioria está convencida de que os deficientes só podem fazer trabalhos simples. Mas não só: “Quanto ao casamento e procriação entre pessoas com deficiência, a população em geral tem uma atitude um pouco fechada. Preocupa-se com os apoios disponíveis. Mas percebe que as pessoas com deficiência têm direito a casar e a ter filhos”.

 

Apesar das preocupações, não há pedidos de esterilização de deficientes, de acordo com o Instituto de Acção Social. Este é um dos pontos considerados pelas Nações Unidas quando avalia a aplicação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Também não há casos de violência. Há, no entanto, queixas de discriminação, sobretudo relacionadas com o estacionamento reservado a deficientes.

 

Na reunião de hoje, ficou também decidido que a Comissão para os Assuntos de Reabilitação vai criar um novo grupo de trabalho para avançar com medidas que tornem Macau numa cidade sem barreiras arquitectónicas. O objectivo está declarado: em 2018, todas as obras públicas ou financiadas pelo Governo têm de seguir as normas internacionais de acessibilidade, como está previsto no plano a dez anos para os serviços de reabilitação.