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Ng Kuok Cheong critica actuação da polícia nas manifestações
Sexta, 24/06/2016

A polícia está a seguir uma linha mais dura contra activistas políticos e manifestantes. É a reacção de Ng Kuok Cheong, deputado e fundador da Associação Novo Macau (ANM), a principal organização pró-democracia local, à queixa-crime aberta contra Scott Chiang, o líder do protesto que, a 15 de Maio, pediu a demissão do Chefe do Executivo, Chui Sai On.

 

O presidente da ANM está a ser investigado por desobediência por ter desviado a manifestação do percurso imposto pela polícia. Ng Kuok Cheong diz, há uns anos, Scott Chiang nunca seria alvo de um processo desta natureza e diz que as autoridades estão hoje à procura de novas formas para restringir o direito à manifestação. “A polícia quer fazer limitações mais graves. Sempre foi assim, mas agora acreditam que têm uma nova oportunidade. Querem tentar fazer mais, avançar com mais restrições e encontrar uma maneira mais fácil de pedir a intervenção do Ministério Público”, critica Ng Kuok Cheong.

 

O deputado diz que a nomeação de um novo Procurador, Ip Son Sang, aquando da mudança de Governo, é um dos motivos para a polícia estar a tentar apertar o cerco aos activistas políticos. As autoridades estarão a apalpar terreno e avançam agora com mais confiança: as recentes decisões do Tribunal de Última Instância, que têm dado razão à polícia nas alterações do percurso das manifestações, podem fazer com que seja mais fácil o Ministério Público deduzir acusação, observa.

 

A reforma política continua a ser prioritária para Ng Kuok Cheong e o colega de bancada Au Kam San, que avançaram hoje com uma contra proposta para o plano quinquenal do Governo. Os deputados propõem que, em 2025, haja apenas um deputado nomeado, todos os outros serão eleitos por sufrágio universal. Ng Kuok Cheong explica como: “Se queremos ter eleições a 100 por cento não temos apenas que mudar o anexo da Lei Básica, mas a Lei Básica em si. Isto será mais difícil. Daí querermos avançar gradualmente. Primeiro, reduzindo o número de deputados não eleitos. E, no entretanto, ganhamos algum tempo para fazer lobby para mudar a participação política dos grupos do sufrágio indirecto”.

 

Os deputados defendem que os grupos do sufrágio indirecto devem estar representados noutros órgãos políticos que não a Assembleia Legislativa.

 

A reforma política é a principal crítica que os deputados fazem ao plano quinquenal do Governo e que Ng Kuok Cheong descreve como propaganda pura.