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Metro: Governo gasta 11 mil milhões só com linha da Taipa
Quinta, 23/06/2016

São as primeiras contas certas para o metro ligeiro apresentadas pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, que há um ano dizia não estar em condições para avançar números. O segmento da Taipa implica uma despesa pública de 11 mil milhões de patacas e deverá entrar em funcionamento em 2019.

 

O valor de 11 mil milhões de patacas chegou a ser o orçamento previsto para a primeira fase do metro, que incluía a ligação de Macau. Este valor foi avançado em 2011 e representava já, na altura, um aumento para mais do dobro face à estimativa inicial, feita em 2007. Raimundo do Rosário diz que agora as contas são outras e pede atenção aos números: “Isto tem de ser bem explicado. Dou um exemplo: O parque de materiais e oficina não serve apenas a Taipa. Servirá também Coloane e, em parte, Macau. Mas todos os custos deste parque foram incluídos nestes 11 mil milhões da Taipa”.

 

“Quero deixar claro o seguinte: todos os custos estão aqui metidos. Assumo isso. Esta é uma estimativa. Sei que não estamos habituados a fazer isso, mas passaremos a fazer: dizer quando é que as coisas acabam e quanto é que custam”, frisou. O secretário esteve esta manhã reunido com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, para um ponto de situação sobre as obras do metro.

 

Até hoje, o Governo gastou 10 mil milhões de patacas com o projecto. Destes, 8 mil milhões dizem respeito à linha da Taipa, que tem 9,3 km e representa 68 por cento de todo projecto.

 

A construção do parque de materiais e oficina do metro – uma das obras mais importantes do projecto – também já tem um orçamento. Raimundo do Rosário diz que a super-estrutura vai custar mil milhões de patacas. O concurso  para a obra abre  a 1 de Julho.

 

Ho Ion Sang, presidente da Comissão, mostrou-se satisfeito com os esclarecimentos do Governo. Diz que assim é possivel controlar a despesa pública e elogiou Raimundo do Rosário: “Tanto os deputados, como a população, solicitaram, várias vezes, ao Governo uma calendarização sobre o projecto do metro. O Governo agora tem essa coragem. É corajoso em enfrentar esse desafio. E, para além de tentar cumprir a suas responsabilidades, também tentou pensar noutras soluções”.

 

O deputado refere-se à criação de um prémio para garantir que o parque de materiais e oficina fica pronto a tempo e horas. Caso a empresa cumpra os prazos previstos no contrato vai receber 8 por cento do valor da obra, ou seja, 80 milhões de patacas.

 

É a primeira vez que este tipo de compensação é usado em empreitadas  públicas.