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Macau sem meios suficientes para medir radioactividade
Sexta, 17/06/2016

Macau não tem equipamentos actualizados para testar níveis de radioactividade, admitiu hoje o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak. Em caso de acidente nuclear grave nas centrais localizadas perto de Macau – a menos de 100 Km –, o plano de contingência prevê a realização de medições e descontaminação de pessoas, bens alimentares e água.

 

O plano de contingência, criado em 1995, foi revisto em 2011 e vai sofrer novas alterações. Entre as mudanças, está o reforço de meios técnicos. “Quanto aos equipamentos é claro que temos de fazer uma revisão. Desde que elaboramos plano, pedimos a diferentes entidades para procederem à aquisição dos equipamentos necessários”, avançou Wong Sio Chak.

 

O secretário falava esta tarde durante uma sessão de esclarecimento com a empresa responsável pela Central Nuclear de Taishan, que fica a 67 km de Macau.  A CNG Power garante que a estação cumpre todos os níveis de segurança e desvaloriza o alerta da Autoridade de Segurança Nuclear de França. Em Abril, a autoridade detectou excesso de carbono num vaso de pressão em reactores nucleares que usam a mesma tecnologia da central de Taishan. A falha representa um risco de fuga radioactiva.

 

Guo Limin, gerente-geral da CNG Power, diz que França aumentou o grau de exigência para avaliar a segurança dos reactores. Mas defende que, apesar de haver novos padrões de avaliação, não quer dizer que os antigos não sejam rigorosos e seguros. “Não há nenhum problema com as duas unidades nucleares que existem na Central de Taishan. As montagens, construções, inspecções e avaliações são feitas de acordo com os padrões internacionais. As duas unidades conseguem cumprir e preencher todos os requisitos”, garante.

                                                   

Como a central de Taishan fica a mais de 20 km de Macau, a cidade não será evacuada em caso de acidente nuclear grave. É esta a norma internacional e a regra que é seguida no plano de contingência de Macau.

 

Na sessão de esclarecimento, Wong Sio Chak fez novamente questão de mostrar o plano de contingência impresso em papel, contrariando a afirmação da Associação Novo Macau de que as autoridades não dispõem de qualquer medidas para responder a acidentes nucleares.