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Livreiro diz ter sido raptado por forças especiais chinesas
Sexta, 17/06/2016

Foi raptado por forças especiais, algemado, vendado e mantido meses numa sala exígua. São as declarações de Lam wing -kee, ontem em conferência de imprensa, um dos quatro livreiros que reapareceram em Hong Kong  e que, ao longo de quase seis meses, estiveram em paradeiro incerto.

 

Numa sala repleta de jornalistas, oo lado do líder democrata Albert Ho, Lam Wing-kee afirmou que foi devolvido a Hong Kong para obter informações dos clientes compradores de livros críticos do regime chinês mas que, à ultima hora, acabou por mudar de ideias. Decidiu falar porque, disse, tem menos peso em cima dos que os outros livreiros envolvidos.

Lam conta que, a princípio, não conseguiu nenhuma explicação para o que lhe estava acontecer. Só mais tarde lhe foi transmitida informação de que estava a enfrentar um processo por traficar livros proibidos no continente.

 

O livreiro disse que foi levado para Ningbo, mantido até Março numa sala de dimensões exíguas e depois, em Abril, foi lhe concedida alguma liberdade de movimentos. Foi ainda obrigado a ler uma declaração por escrito numa confissão encenada sob a direcção de um realizador.

 

Lam adiantou que nunca lhe foi oferecida qualquer assistência jurídica e ainda que Pequim tem de explicar o que considera ser uma grosseira violação do princípio “um país, dois sistemas”. Pede ainda ao governo de Hong Kong para exigir explicações a Pequim sobre a demora em libertar a informação sobre o destino dos livreiros desaparecidos.

 

Tal como Lam, os outros editores e livreiros Lee Boo, Lui Por e Cheung Chi-ping também regressaram a Hong Kong, mas não é claro ainda se terão voltado ao continente.