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Scott Chiang investigado por desobediência durante manif
Quinta, 16/06/2016

O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público relativamente a incidentes durante a manifestação do passado 15 de Maio, devido à alegada desobediência por parte da organização do protesto.

 

O Ministério Público entendeu haver matéria para abrir um inquérito: o presidente da Associação Novo Macau, Scott Chiang e outros activistas são suspeitos do crime de desobediência.

 

Ao contrário do que, ontem, a polícia avançou à Rádio, Scott Chiang não foi ainda acusado. Só depois de averiguações e do interrogatório de hoje o  Ministério Público vai decidir se avança com uma acusação.

 

Esta manhã, o presidente da Associação Novo Macau esteve a ser ouvido pela polícia.

 

Em causa, a alegação de que Scott Chiang não acatou ordens das autoridades em relação ao percurso da manifestação do passado dia 15 de Maio, um protesto em que se pedia a demissão do Chefe do Executivo por causa da doação de 123 milhões de patacas da Fundação Macau à Universidade de Jinan, na China.

 

Scott Chiang desvaloriza os incidentes e diz que há uma perseguição política: “Em termos de factos, todos sabemos que o protesto foi pacífico. Por outro lado, somos agora acusados de desobediência, e não sei porquê. De acordo com a nossa experiência, isto serve apenas para nos arranjar problemas e castigar-nos por apontarmos um problema da Administração e tentarmos corrigir algo que está mal. Não estão a focar-se no problema, mas sim em quem denuncia o problema”.

 

Ainda que se diga de consciência tranquila, o presidente da Associação Novo Macau chama a atenção para a possibilidade de que o processo esteja a ser politizado: “Em termos do que se passou, não estou preocupado sobre este caso, mas em Macau nunca podemos basearmo-nos nos factos e na razão. Temos que olhar para a realidade política. Isso é o que poderá ser preocupante, que estejam a tentar usar o processo para arranjar problemas a dissidentes políticos. Não há qualquer substância a suportar a acusação. É razoável esperar que a acusação caia, mas em Macau, actualmente, isso não é certo”.

 

Além de Scott Chiang, outros membros da Associação Novo Macau foram também contactados pela polícia para que se deslocassem hoje à esquadra para serem interrogados.

 

No dia do protesto, 15 de Maio, em comunicado, o CPSP indicou que o grupo, “não obedecendo à decisão do Tribunal de Última Instância, nem às instruções indicadas pela polícia, recusou utilizar os passeios que os agentes no local indicaram, obstando deliberadamente o trânsito (…) e provocando momentos de disputa com os condutores”.

 

O protesto terminou com os participantes a transformarem as reivindicações impressas em pequenos aviões de papel que foram lançados, por cima do muro, para o interior do Palácio de Santa Sancha, a residência oficial do Chefe do Executivo.