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Comunidade portuguesa: Habitação no topo das prioridades
Quarta, 15/06/2016

Como olham chineses e portugueses para a Macau de hoje? Foi para responder a esta pergunta que Remus Xu Lu Fan, estudante do Instituto de Estudos Turísticos (IFT), realizou um estudo sobre as diferentes percepções das duas comunidades.

 

O inquérito, que envolveu 170 participantes, mostra que os residentes de origem chinesa estão satisfeitos com o estado global do património local enquanto que os portugueses entendem que muito está por fazer e identificam várias ameaças.

 

“Os portugueses consideram que não está a ser feito o que se devia para se proteger o património. Mostram-se preocupados com o elevado número de turistas e com as muitas construções que podem ameaçar o património já existente”, afirma o estudante, natural de Hanzhou, na China Continental.

 

Na hora de apontar prioridades para o futuro, os residentes de origem chinesa queixam-se, de forma genérica, da falta de eficácia do Governo. Os portugueses são mais específicios: habitação, e a qualidade da saúde e da educação estão no topo das preocupações.

 

“Os residentes portugueses acham que Macau devia melhorar os serviços de saúde e educação porque nos países europeus são mais avançados. Consideram que Macau devia aproximar-se da qualidade destes serviços que são prestados nos países europeus”, acrescenta.

 

No caso da habitação, defendem a introdução de medidas por parte do Governo que possam corrigir o preço dos imóveis e controlar os aumentos das rendas.

 

Conhecer melhor o que pensa a comunidade portuguesa sobre Macau foi o ponto de partida para Remus Xu Lu Fan. Para o aluno do Instituto de Estudos Turísticos, tratou-se afinal de levantar o véu sobre uma comunidade que, defende, merece ser mais estudada.

 

“Não há muita investigação a ser feita sobre a comunidade portuguesa que vive em Macau. De certa forma são um pouco ignorados, apesar de continuarem a ter um papel importante. Penso que merecem mais atenção porque são uma parte activa das comunidades que vivem em Macau”, aponta. 

 

Este foi um dos estudos premiados pelo Instituto de Estudos Turísticos, que hoje distinguiu os melhores trabalhados de investigação realizados por alunos durante o ano lectivo 2015/2016.