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Governo mantém importação e venda de galinhas vivas
Quarta, 15/06/2016

O Governo assume a derrota na consulta pública sobre a substituição de galinhas vivas por refrigeradas. A sondagem, conduzida entre Novembro e Dezembro de 2015, revelou que 42 por cento da população está contra o fim de importação de aves vivas e 33 por cento declara-se indiferente. Apenas 24 por cento apoia a medida do Executivo que fica, assim, na gaveta.

 

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais mantém que há altos riscos de contágio do vírus H7N9 com a venda de aves de capoeira vivas e continua a defender o fim da importação. Mas o chefe dos Serviços de Inspecção e Sanidade, Albino Pereira, reconhece falta de consenso, sobretudo entre o sector: “O IACM compreende o risco de uma mudança radical para as bancas de venda de aves de capoeira. Por outro lado, este sector é composto por pessoas com idade avançada. É muito difícil para eles mudar de profissão”.

 

Macau importa, em média, 8 mil galinhas vivas por mês.

 

O relatório da consulta pública indica ainda que mais de metade dos residentes (64 por cento) compra sempre aves nos mercados. Apenas 27 por cento opta por refrigeradas.

 

Além dos hábitos de consumo, o IACM sublinha que a consulta pública mostrou também que o nível de conhecimento sobre a gripe das aves é “fraco”.

 

O plano do Governo é, para já, aumentar as campanhas de sensibilização e investir no diálogo com as associações do sector.

 

O relatório sobre a sondagem, feito pelo Instituto Politécnico de Macau, mostra, no entanto, que a população tende a apoiar mais o fim da importação de aves vivas se for a longo prazo. “Fizemos, de propósito, uma questão para ver se há uma diferença de percentagem da população que concorda ou que se opõe à medida [se for implementada no futuro]. Se consideramos o factor tempo, só 33 por cento dos inquiridos está] totatalmente contra a medida”.

 

Apesar da projecção, o IACM diz não haver prazos para acabar com a venda de aves vivas nos mercados.