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Scott Chiang acusado na sequência de manifestação
Quarta, 15/06/2016

O presidente da Associação Novo Macau foi "convidado para interrogatório" por estar suspeito de ter infringido a lei que regula as manifestações, "com a agravante de desobediência às autoridades".

 

Isso mesmo avançou à Rádio Macau uma porta-voz do Corpo de Polícia de Segurança Pública, depois de Scott Chiang ter revelado que tinha sido chamado pelas autoridades para prestar declarações. O activista pró-democracia, no entanto, disse desconhecer os motivos da polícia.

 

Nos breves esclarecimentos prestados, a PSP diz que relatou o que se passou, no dia 15 de Maio, data de uma manifestação organizada pela Novo Macau, ao Ministério Público, que concordou e organizou um processo, estando agora a PSP a continuar as averiguações.

 

Nas declarações feitas esta tarde em conferência de imprensa, Scott Chiang revelou que vários membros da Associação Novo Macau foram convocados pela polícia.

 

As autoridades terão sido parcas em detalhes, e Scott Chiang suspeitou que estão a preparar uma acusação: “Vários membros da Associação Novo Macau receberam telefonemas da PSP, que os chamou para falarem sobre um determinado caso numa data que coincide com a manifestação de 15 de Maio. A nossa dedução é que estão a tentar fabricar um caso contra aqueles que saíram à rua contra a doação [da Fundação Macau à Universidade de Jinan, na China]”.

 

A manifestação do passado dia 15 de Maio, organizada pela Novo Macau, terá juntado mais de três mil pessoas, de acordo com a associação. O protesto pedia a demissão do Chefe do Executivo, Chui Sai On, devido à doação de 100 milhões de patacas à Universidade de Jinan por parte da Fundação Macau, uma vez que o governante é, também, presidente do Conselho Geral de Curadores da Fundação Macau e vice-presidente do Conselho Geral da Universidade de Jinan. A Novo Macau entende que existe um conflito de interesses.

 

A Rádio Macau questionou o Corpo de Polícia de Segurança Pública quanto aos motivos por detrás da convocação de Scott Chiang e outros membros da Novo Macau para inquérito, mas, até ao momento, não obtivemos resposta por parte das autoridades.

 

Todavia, para Scott Chiang fica para já evidente que esta acção da PSP visa a perseguição dos que se se opõem à doação da Fundação Macau: “É desanimador ver que a Administração não deu qualquer resposta às nossas exigências de reformas e de recuperação da doação, muito menos sobre a demissão, mas, por outro lado, estão a tentar criar um caso contra os denunciantes. A resposta natural da Administração não é focar-se no problema, mas perseguir aqueles que o denunciam”.

 

Estas declarações de Scott Chiang foram feitas numa conferência de imprensa em que a Associação Novo Macau anunciou uma consulta pública sobre reformas na Fundação Macau.