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Vítor Sereno quer que Portugal seja mais do que uma memória
Sexta, 10/06/2016

O cônsul-geral de Portugal na RAEM, Vítor Sereno, quer que Portugal seja mais do que uma lembrança depois de 2049, quando terminar o período de 50 anos acordado por Lisboa e Pequim no qual fica garantido o modo de vida próprio da RAEM. O desejo foi manifestado esta tarde na recepção do 10 de Junho na residência da Bela Vista, que contou com a presença do Chefe do Executivo Chui Sai On.

 

“Não gostaria que, quando se chegasse a 2049, que exista a possibilidade do meu país, do nosso querido país, ser apenas lembrado por ter deixado aqui um conjunto de edifícios que são património histórico da humanidade”, afirmou Vitor Sereno. Para o cônsul-geral, Portugal deve fazer parte do futuro de Macau: “O meu empenho vai no sentido de que o nosso país e a nossa comunidade contribuam e participem decisivamente nesta estratégia de futuro que o Governo Central e que o Executivo pretendem implementar” .

 

Quanto ao presente, o cônsul português manifestou o apoio da comunidade portuguesa para ajudar o governo de Macau a cumprir os objectivos a que se propõe. “Queremos ajudar [o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On] a completar os três grandes desígnios da sua governação: Tornar Macau, definitivamente, numa plataforma de ligação com os países de língua portuguesa; ajudar a RAEM a diversificar-se e a conferir-lhe as valências para se afirmar não só  como um hub de turismo e lazer, mas também um hub no ensino da língua portuguesa, na área da saúde e das energias renováveis”. Sereno disse ainda ser intenção de Portugal  “apoiar o Governo (...) na formação e promoção de novos talentos, uma vez que serão eles os futuros líderes”.