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Ambiente: ETAR da Areia Preta “não é satisfatória”
Sexta, 10/06/2016

A operação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Península de Macau recebe um não satisfaz de Chan Shek Kiu, do Instituto de Ciência e Ambiente da Universidade de São José. Com o concurso para a escolha da próxima operadora da infra-estrutura suspenso esta semana por iniciativa da actual concessionária, a CESL Asia, o especialista diz que é urgente encontrar uma solução.

 

Apesar de afastar graves riscos para a saúde pública, o especialista diz que o mau cheiro incomoda os residentes e destaca que a ETAR já ultrapassou, em muito, o limite de capacidade. “Esta ETAR não é muito satisfatória. Primeira, não consegue tratar toda a água residual que recebe - diz-se que, às vezes, metade da água não é tratada e acaba por ser descarregada para o mar. Uma vez fui lá porque houve uma queixa por parte de um residente, por causa do mau cheiro que vinha da ETAR, e dava para detectar esse cheiro em alguns edifícios circundantes”, refere Chan Shek Kiu.

 

Quando, há cinco anos, entrou na ETAR da Areia Preta, a CESL Asia prometeu que iria transformar a estrutura numa referência internacional e disse que toda a água tratada seria reutilizada. O plano falhou e Chan Shek Kiu culpa quer o Governo, quer a empresa: “Esta companhia não é muito boa, em certo sentido. Mas não posso dizer que não faz nada. Era suposto ter melhorado da ETAR e começado a usar uma tecnologia de membranas para reciclar a água residual. Mas não posso culpar só a empresa. A culpa é também do Governo que disse que ia reciclar as águas residuais, mas o projecto foi adiado. É difícil quando uma das partes muda aquilo que acordou”.

 

O especialista ambiental diz ainda que o Governo deve transferir a ETAR da Areia Preta, uma zona com alta densidade populacional, para os novos aterros.