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Contribuições facultativas: Larry So antevê problemas
Quarta, 08/06/2016

Em reacção à proposta de lei sobre o regime de previdência central facultativo, que já recebeu luz verde do Conselho Executivo, Larry So critica o facto de as contribuições não serem obrigatórias. O comentador de política avisa que o Governo está, assim, a deixar que sejam as gerações futuras a pagar a factura.

 

“Muitos empregadores vão optar por não pagar essas contribuições porque acreditam que, de alguma forma, podem reduzir os lucros da empresa. Ou então, para compensar os descontos, vão baixar os salários base, em 5 a 10 por cento, o que, por sua vez, pode levar a empresa a atrair menos trabalhadores. Por isso, em cinco, dez ou 20 anos o Governo vai ter cada vez mais responsabilidades, porque tem de tomar conta dos idosos e terá de dar mais benefícios. Ora, deste modo, em 20 anos a nova geração vai ter de pagar muito em impostos”, afirmou Larry So, em declarações à Rádio Macau.

 

O comentador também defende que os descontos para este segundo nível de segurança social deveriam ser progressivos, isto é, os patrões estariam obrigados a aumentar as contribuições em favor dos trabalhadores que estão na empresa há mais tempo. “Para um novo trabalhador, cinco por cento em contribuições de cada uma das partes parece-me justo. Mas depois de cinco anos, os patrões deveriam ser obrigados a descontar mais pelo trabalhador.”