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Empresas exportadoras queixam-se da falta de mão-de-obra
Quarta, 08/06/2016

A falta de trabalhadores é o problema que aflige mais empresas exportadoras de Macau, segundo o que revela o mais recente inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador, realizado no primeiro trimestre.

 

Segundo os resultados, 51,5 por cento das empresas exportadoras afirmaram terem enfrentado falta de trabalhadores, ainda assim uma descida em termos trimestrais e anuais.

 

O problema continua a ser maioritário, mas a situação tem vindo a melhorar. Entre Janeiro e Março, 51,5 por cento das empresas sofreram com a falta de mão-de-obra, quando há um ano esse valor era de 67,2 por cento e, no último trimestre, de 55,4 por cento.

 

Segundo os Serviços de Estatística e Censos, “tudo isso implica uma ligeira redução na procura de trabalhadores na indústria transformadora”.

 

Situação diferente foi registada no sector de produtos farmacêuticos, onde 72,6 por cento das empresas “manifestaram haver uma notável procura de trabalhadores”.

 

No geral, 24,5 por cento das empresas exportadoras consideram a “insuficiência de trabalhadores” como o maior problema, enquanto 14,1 por cento apontam para “preços mais competitivos praticados no estrangeiro”.

 

Apesar de não ser o principal problema, a concorrência externa também é uma questão com a qual se debatem mais de metade das empresas – 50,6 por cento.

 

De acordo com o Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador, no primeiro trimestre, a duração média mensal da carteira de encomendas foi de 3,08 meses, um aumento de 19,4 por cento em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.

 

No que diz respeito ao destino das exportações, em geral o Interior da China é o mercado com o melhor desempenho, enquanto o Japão é o pior, na sequência da fraca carteira de encomendas.

 

Para os próximos seis meses, o número das empresas que antecipam uma perspectiva optimista foi de 10,1 por cento, mais 3,4 pontos percentuais face ao trimestre anterior, mas uma descida anual de 7,9 pontos percentuais.