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Camilo Pessanha: AR vai respeitar vontade da família
Sexta, 03/06/2016

A Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República (AR), encarregue de dar um parecer sobre o pedido de transladação dos restos mortais de Camilo Pessanha para o Panteão, está a tentar contactar a bisneta do autor de Clepsidra, depois de notícias divulgadas pela comunicação social de que recusa a ideia. Em declarações à Rádio Macau, a presidente da comissão, Edite Estrela, assegura que vai ser respeitada a vontade da família.

 

“Vieram a público, informações que a família se opunha, esse é o primeiro passo que tem de ser dado que é esclarecer junto da família, porque se ela se opuser penso que não há condições para se prosseguir com esta diligência”, afirmou Edite Estrela, acrescentando que já foram dados passos nesse sentido.

 

Em Maio, em declarações à comunicação social, Ana Jorge afastou a possibilidade de ver os restos mortais do bisavô Camilo Pessanha serem transladados para o Panteão Nacional, em Lisboa. 

 

Sobre a discussão do pedido, em sede de comissão, Edite Estrela adiantou que os deputados concordam. “Reconheceu-se, como é óbvio, a importância de Camilo Pessanha na língua e na cultura portuguesas e que, do ponto de vista da sua importância, mereceria ser transladado obviamente para o Panteão Nacional.”

 

Entretanto, os deputados da comissão tiveram acesso à carta com os fundamentos para o pedido de transladação. Os seis subscritores do documento, em que é pedida a transladação dos restos mortais de Camilo Pessanha para o Panteão Nacional, sustentam que seria uma forma de assinalar os 150 anos do nascimento do autor de Clepsidra, que são celebrados a 7 de Setembro do próximo ano. “Apesar de ter escolhido viver e morrer em Macau a verdade é que manteve sempre laços com Portugal (...) a intenção é boa porque é uma forma de o homenagear, de o recordar.”

 

Edite Estrela explica que caso os restos mortais fossem para Portugal, a ideia seria manter um memorial em Macau da presença do poeta. Já que foi a sua “segunda pátria”.

 

Como a Rádio Macau tinha avançado, a carta é assinada por seis escritores portugueses: António Mega Ferreira, Fernando Cabral Martins, Fernando Luís Sampaio, Gastão Cruz, o também vice-reitor da Universidade de Lisboa, António Feijó, e o administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme de Oliveira Martins. O escritor Mário Cláudio não assina mas há a nota de que também apoia a iniciativa. Como avançou igualmente a Rádio, o ministro português da cultura deu um parecer favorável ao pedido de transladação.