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ANM: Macau à mercê de acidente nuclear em Taishan
Quarta, 01/06/2016

A Associação Novo Macau defende a suspensão da construção da central nuclear de Taishan, a apenas 64 quilómetros do território. Numa conferência de imprensa realizada esta tarde a associação acusou o Governo local de irresponsabilidade por não ter qualquer plano de contigência em caso de um acidente nuclear.

 

A Associação Novo Macau contesta a localização da central nuclear e tem sérias dúvidas sobre a qualidade da construção. Na semana passada o site de informação de Hong Kong, FactWire, revelou que um dos recipientes de pressão da unidade não respeita os critérios internacionais mais exigentes

 

Para além disso, a Associação Novo Macau considera que o Governo local está totalmente alheado dos riscos colocados pela nova central nuclear de Taishan.

 

“Se houver algum incidente nuclear, não apenas a cidade de Macau será atingida como também toda a região de Guangdong que assegura o fornecimento de água e alimentos”, afirmou Scott Chiang, presidente da Associação Novo Macau.  

 

Caso a unidade avance, a associação pede que seja construída de acordo com os critérios internacionais mais exigentes. Do lado de Macau, apontam, é necessário um detalhado plano de contigência que prepare o território para todas as eventualidades.

 

“Há algum plano que assegure o fornecimento de alimentos ou água? Não, não o vemos. Há algum plano de evacuação? Tem o Governo de Macau os meios e a capacidade para proceder à descontaminação  de pessoas e do ambiente em caso de exposição a material radiocativo? Até agora não disseram nada e eu não acredito que tenham”, questionou Scott Chiang.

 

Motivo de maior preocupação é a incapacidade demonstrada pelo Governo em diversas situações, apontou Scott Chiang.

 

“Se o Governo de Macau é incapaz de gerir um simulacro de suspensão de aulas causa de chuvas intensas, estão confiantes de que seria capaz de lidar com uma situação de desastre nuclear? Tirem as vossas conclusões”, afirmou Scott Chiang.

 

Para a Novo Macau, a China deve apostar nas fontes de energias renováveis para substituir o carvão como principal fonte de energia.