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Raimundo do Rosário admite quebra na qualidade das obras
Segunda, 30/05/2016

A qualidade das obras, públicas e privadas, piorou. A constatação é do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, quando confrontado na Assembleia Legislativa com a queda de azulejos num edifício acabado de construir.

 

Apesar de defender que o Governo dá “muita importância” à segurança da construção civil, Raimundo do Rosário diz que “houve uma queda na qualidade das obras, quer no sector público, quer no privado” e defende que os “empreiteiros devem ser os primeiros a assumir as responsabilidades”. Os deputados insistiram com a revisão do Regime Geral de Construção Urbana, mas o secretário entende que a questão é paralela à lei: “Em primeiro lugar, [é preciso ver se] o empreiteiro está a trabalhar com consciência ou não. Por outro lado, o Governo não tem pessoal para fiscalizar no terreno”.

 

Raimundo do Rosário diz ainda que, tendo em conta a falta de fiscais, o estranho é não haver acidentes: “[Para] uma obra de grande envergadura só temos 70 ou 80 trabalhadores. Acho estranho se não houver problemas. É verdade. Oitenta pessoas. A quarta ligação, a zona A dos novos aterros, a ilha artificial, o complexo hospitalar das ilhas, ... Este grupo de pessoas trabalha em todos os projectos”.

 

Os deputados associam a degradação dos edifícios ao facto de o prazo de garantia de manutenção das fundações e da estrutura principal dos prédios ser de apenas cinco anos. O Governo admite estender o prazo para 10 anos. Mas, como diz o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Li Canfeng,  a qualidade das obras “não tem nada a ver com o prazo de garantia” uma vez que há casos em que “os problemas surgem logo após a construção”.