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Economia de Macau contraiu 13,3 por cento no 1º trimestre
Segunda, 30/05/2016

A economia de Macau registou uma contracção real de 13,3 por cento em termos anuais no primeiro trimestre, indicam os Serviços de Estatística e Censos, que atribuem a quebra “à contínua diminuição nas exportações de serviços e à redução do investimento”.

 

De acordo com os dados oficiais, entre Janeiro e Março, a procura externa continuou a cair, registando descidas de 24,6 por cento nas exportações de bens e de 13,7 por cento nas exportações de serviços. Neste capítulo, a liderar as perdas estiveram as exportações de serviços do jogo, com uma quebra de 17,1 por cento.

 

Mas também a procura interna enfraqueceu. Segundo os Serviços de Estatística e Censos, o consumo privado diminuiu 2,3 por cento, o investimento 31,4 por cento e as importações de bens 19,9 por cento.

 

A despesa de consumo final do Governo foi o único componente da despesa que registou um crescimento, tendo aumentado 1,5 por cento, em relação ao primeiro trimestre de 2015.

 

O deflator implícito do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre (que mede a inflação global) subiu 1,9 por cento em termos anuais.

 

De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, “embora o mercado de emprego tivesse permanecido favorável, o rendimento do emprego não aumentou, arrastando o decréscimo homólogo de 2,3 por cento na despesa de consumo privado, em particular a queda da despesa em bens duradouros”.

 

No primeiro trimestre, “a quebra no investimento foi notória, tendo a formação bruta de capital fixo caído 31,9 por cento, em consequência da diminuição substancial do investimento do sector privado”, que diminuiu 33 por cento.

 

Neste sector, destaque para as descidas de 35 por cento nos investimentos em construção e de 19 por cento em equipamento do sector privado.

 

Já o investimento do sector público desceu 5,5 por cento, com uma redução de 6,5 por cento no investimento em construção, mas um aumento de 91,1 por cento no investimento em equipamento.