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Festival Internacional de Cinema procura “diferença”
Sexta, 27/05/2016

A cidade começa a cortar a fita para o primeiro Festival Internacional de Cinema de Macau, agendado para entre 8 e 13  Dezembro. A seis meses da estreia, Governo e parceiros privados anunciam um programa variado e piscam o olho a produtores e ao grande público. O circuito será comercial, mas Marco Muller, director do evento, quer escolher aqueles filmes que, sendo acessíveis, fazem a diferença.

 

O director do evento, que já dirigiu o Festival de Veneza, sugere, no entanto, expectativas pouco ambiciosas: “Têm de ser realistas. A primeira edição do festival só pode ser um balão de ensaio da possibilidade de se criar aqui em Macau um verdadeiro hub”. Muller destaca a o potencial de Macau enquanto laboratório para co-produções.

 

Para a primeira edição, serão seleccionados 43 filmes, com destaque para a categoria “Dragões Escondidos” dedicada ao cinema asiático. Há ainda o “Melhor do Panorama do Festival”, com filmes premiados durante este ano e “Crossfire”, a secção que desafia 12 realizadores a escolherem filmes fora dos Estados Unidos e da Ásia.

 

O circuito é comercial, mas os critérios de escolha são peculiares: “Coração. Tripas, coração e pensamento. Traduzindo, significa que a gente vai ter um olhar particular sobre o cinema de género, popular, mas singular, original. Não pode ser o simples cinema comercial. Tem de ser mainstream, mas com uma diferença”.

 

“Isto nao é uma brincadeira, levamos muito a sério”, acrescenta o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, antecipa um “megaevento, muito importante”.

 

O evento conta com um orçamento de 55 milhões de patacas. O valor foi revisto em baixa. No ano passado, o Governo anunciou um investimento de 80 milhões de patacas. Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, justifica o corte: “Nessa altura, ainda não estava bem definida a escala do festival. Este número foi mais ou menos tirado em comparação com outros festivais. Agora temos uma ideia mais realista do evento”.

 

O programa oficial do Festival foi ontem apresentado com pompa e circunstância na Torre de Macau. Os protagonistas foram os parceiros privados, que asseguram mais de metade do orçamento. O grande braço direito do Governo é a Associação de Cultura e Produção de Filmes e Televisão de Macau, liderada por Alvin Chau, dono da maior empresa de junkets de Macau, a Suncity.