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Tudo a postos para novo concurso da oficina do metro
Quinta, 26/05/2016

O Governo espera lançar em breve o novo concurso para construção do parque de materiais e oficina do metro, uma obra essencial para que o segmento da Taipa entre em funcionamento em 2019. O Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) revela que a empresa de consultadoria já concluiu os trabalhos que devem permitir acelerar a construção de forma a que fique concluída também nesse ano.

 

Numa resposta à Rádio Macau, o GIT diz que “foram concluídos os trabalhos de revisão e ajustamento ao projecto, incumbidos anteriormente pelo Governo da RAEM à equipa técnica de consultadoria, pelo que este Gabinete se encontra a realizar os trabalhos preparatórios finais no âmbito administrativo para o novo concurso”.

 

O Governo escolheu a Consulasia para planear a execução da construção de forma a “acelerar o progresso”, rumo à sua conclusão em 2019. A empresa de Consultores de Engenharia e Gestão ficou encarregue deste trabalho depois de o Executivo ter conseguido terminar o contrato com o consórcio composto pela Top Builders e Mei Cheong.

 

O GIT prevê agora que “a empreitada da superstrutura arranque novamente este ano e que o prazo de execução possa ser reduzido através do ajustamento ao projecto”. A Consulasia irá, na próxima fase, prestar “apoio e parecer técnicos” à construção.

 

O parque de materiais e oficina do metro é uma obra essencial para o segmento da Taipa uma vez que servirá para o armazenamento das carruagens que, entretanto, estão a ser guardadas pela Mitsubishi, empresa que fornece o material circundante para a 1ª fase do metro.  

 

Para o efeito o Governo teve de pagar mais à empresa nipónica. Os deputados têm falado numa indemnização de 700 milhões de patacas para o armazenamento, mas o GIT esclarece que esse valor contempla mais tarefas que constam do contrato para o fornecimento assinado com a Mitsubishi.

 

Segundo o organismo, esse valor, a ser pago entre 2016 e 2019, serve principalmente para “o ajustamento do projecto face à nova data de entrada em funcionamento da linha da taipa” e também inclui os trabalhos anteriores “de entrega, instalação e ensaio dos comboios e equipamentos”.

 

Para contemplar as mudanças, na sequência dos atrasos na obra, o contrato com a Mitsubishi sofreu novo ajustamento, em Dezembro do ano passado. Com os 700 milhões de patacas, os custos totais passaram de 4.688 milhões para 5.388 milhões.

 

Do mesmo modo, o contrato que deveria terminar em 2017 passa a ter uma duração até 2021. Isto é, os 700 milhões incluem mais dois anos de serviços, aos quais se seguem outros dois de garantia depois do metro começar a funcionar. O GIT recusa, no entanto, especificar quanto, desse valor, é destinado apenas ao armazenamento das carruagens, alegando que esses dados estão relacionados “com a operação comercial do fornecedor”.

 

Numa das críticas mais recentes, o deputado Chan Meng Kam disse que a construção tem sido marcada por "episódios surrealistas’’ e acusou o GIT de falta de profissionalismo. O deputado sugeriu mesmo que a Mitsubishi pode “fazer atrasar ainda mais” a construção.

 

A empreitada do parque de materiais e oficina do metro fica marcada por um longo diferendo entre o Governo e o consórcio que venceu o concurso para a execução da obra. Não é claro quando, mas o Executivo e a companhia conseguiram chegar a acordo para pôr fim ao contrato e segue-se, nas próximas semanas, o lançamento de um novo concurso de construção.