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João Neves insiste em plano estratégico para o português
Sábado, 21/05/2016

Falta um plano global para a promoção e divulgação da língua portuguesa. A denúncia volta a partir do director do Instituto Português do Oriente (IPOR), João Neves, que defende a criação de um fórum onde possam estar representados os “actores” do ensino do português.

 

O responsável afirma ainda que existe a necessidade de, “em conjunto, se afirmar um documento estratégico” para definir “o papel que cada um deve executar”.

 

“Se me perguntar se há situações em que há duplicação de acção, por parte das várias instituições, eu direi que sim. É fácil encontrar situações em que essa duplicação possa existir”, explica João Neves, convidado do Rádio Macau Entrevista, que vai para o ar, este sábado, ao meio dia.

 

O director do IPOR também considera que a instituição que lidera tem margem para crescer. Sobre a promoção do bilinguismo, João Neves lança críticas, que abrangem a própria Administração Pública.

 

“Vamos às estatísticas oficiais e vemos que 46,1 por cento dos funcionários da Administração Pública têm competências em língua portuguesa. A pergunta que se coloca é: quais?”, questiona.

 

Os trabalhadores recebem formação no IPOR. Mas João Neves sublinha que o número de horas dos cursos é insuficiente.

 

“É com alguma pena que vemos, no final do ano, estas pessoas que passaram por formações de 20 horas a integrarem as estatísticas como falantes de português. ‘Fez um curso, é falante’”, critica.

 

O director do IPOR refere que estão a meter no mesmo saco quem diz algumas palavras em português e um tradutor. Sobre o acesso aos cursos superiores, João Neves também é demolidor.

 

“Um aluno que entre para uma universidade, para tirar uma licenciatura de português, e que fala zero de português, acho difícil que ao fim de quatro anos tenha um domínio da língua para que possa ser um profissional da língua”, argumenta.