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Família de Camilo Pessanha contra transladação para Panteão
Quarta, 18/05/2016

Ana Jorge recusa a ideia de ver os restos mortais do bisavô, o poeta Camilo Pessanha, serem transladados para o Panteão Nacional, em Lisboa. É a reacção da bisneta do autor de Clepsidra a uma petição que está a ser analisada pela Assembleia da República em Portugal e que é subscrita por seis escritores portugueses.

 

“Eu sou de Macau, eu tenho um bocado de pensamento chinês: é melhor não mexer. Quer dizer, já está em Macau há tanto tempo. Não mexer o corpo, não mexer a campa, não podemos mexer (...) meus filhos e tudo não concordam com isso. Não posso aceitar, não posso mexer”, afirmou, em declarações recolhidas pela Rádio Macau.

 

Ana Jorge conta que já recusou anteriormente o pedido de uma pessoa de Portugal, a qual não sabe agora identificar, no sentido de se mudar a campa do poeta. “Há seis anos a esta parte, veio também uma pessoa que queria mudar a campa, uma pessoa de Portugal e eu disse que não.”

 

A petição está a ser discutida no seio da comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto que, antes de entregar um parecer à conferência de líderes parlamentares, pretende, segundo a Agência Lusa, conhecer o documento que propõe a trasladação dos restos mortais de Camilo Pessanha e ainda ouvir o Instituto Cultural de Macau e a Academia de Ciências de Lisboa.

 

Contactado pela Rádio Macau, o Instituto Cultural de Macau respondeu que “actualmente, não recebeu quaisquer informações relevantes”.