Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

“Startups” lusas procuram investidores para operar na China
Terça, 17/05/2016

O Consulado Geral de Portugal em Macau recebeu, esta tarde, um seminário sobre vistos “gold”. A compra de imóveis continua a ser uma das faces mais visíveis do programa, que oferece a residência através de investimento no país. No entanto, há cada mais a tentativa de procurar capital para jovens empresas portuguesas interessadas em operar no mercado chinês.

 

João Monteiro lidera um projecto com 15 “startups” e foi um dos oradores do seminário. “Queremos trazer tecnologias, queremos trazer talentos para a China, porque, aqui, o mercado e a capacidade de produção são maiores”, justifica.

 

“É importante que o investidor ou seja da mesma área ou tenha alguma capacidade para ajudar a ‘startup’ a crescer no mercado chinês”, nota João Monteiro.

 

Os vistos “gold” podem ser garantidos através da transferência para Portugal de capitais no montante igual ou superior a um milhão de euros, a criação de, pelo menos, dez postos de trabalho ou a injecção de 500 mil euros ou mais destinados à aquisição de unidades de participação em fundos de investimento ou de capital de risco vocacionados para a capitalização de pequenas e médias empresas.

 

As áreas das “startups” representadas por João Monteiro são variadas. “Saúde, analistas de negócios, megadados, ‘internet das coisas’, redes sociais. Todas têm uma grande base tecnológica e de inovação”, sublinha.

 

O sul da China Continental é o alvo, assim como Hong Kong e Macau. Em Novembro, João Monteiro planei levar uma comitiva chinesa até ao “Web Summit 2016”, que se realiza em Lisboa.

 

No Consulado Geral de Portugal em Macau, o investimento em empresas lusas foi um tema em destaque. Para Carlos Graça, que representa uma empresa de contabilidade com presença na lusofonia e, desde 2014, na RAEM, o país tem um regime fiscal atractivo.

 

“Em Portugal, o regime fiscal é extremamente favorável. Não só para as pessoas oriundas da Ásia, mas também da própria Europa. Tem havido um esforço das políticas para aproveitar a fiscalidade para o investimento externo. Temos, por exemplo, uma taxa sobre as empresas mais baixa comparativamente com outras geografias da União Europeia”, refere Carlos Graça.

 

O seminário contou com cerca de 30 participantes. No início da sessão, a delegada da AICEP em Macau, Maria João Bonifácio, apresentou um conjunto de dados económicos sobre Portugal.