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Aplicação do IAS para invisuais debaixo de fogo
Domingo, 15/05/2016

O Instituto de Acção Social (IAS) lançou uma aplicação para telemóvel para tornar o documento da consulta pública acessível para pessoas com deficiência visual. Mas para a Federação de Deficientes de Macau a aplicação é “inútil” e “é dinheiro deitado ao lixo”.

 

“Voiceeye” foi a aplicação utilizada pelo Instituto de Acção Social para tornar acessível a invisuais o documento da consulta pública sobre os serviços de reabilitação.

 

Cada página do documento de consulta pública tem um código de barras que, fotografado através da aplicação, permite aos deficientes visuais ouvir o conteúdo. Uma tarefa impossível para muitos deficientes que não têm ajuda de terceiros, acusa Albert Cheong, da Federação de Deficientes.

 

“Se as pessoas são invisuais ou têm dificuldades em ver como é que encontramos o código de barras nas páginas? É uma situação ridícula e a aplicação é inútil. Para mim é um desperdício de dinheiro”, afirma Albert Cheong ,da Federação de Deficientes de Macau.

 

Sete mil patacas, segundo o Instituto de Acção Social, foi o preço da aplicação que está a ser utilizada pela primeira vez pelo Governo em processos de Consulta Pública.

 

Albert Cheong acusa os serviços governamentais de incompetência e de ignorarem as sugestões feitas pela Federação.

 

“Disse-lhes que actualmente usamos uma aplicação de Iphone que lê qualquer documento em formato Word. Por isso, bastava terem enviado o documento word da consulta pública. Esta aplicação lê em Inglês, Chinês, Português, Espanhol, Italiano, sem qualquer problema. Mas eles não nos ouvem. Preferem gastar mais dinheiro para fazer algo inútil”, acrescenta.

 

Em resposta à Rádio Macau o Instituto justifica a escolha com o facto de a aplicação funcionar em vários sistemas operativos e de ser gratuita para os utilizadores.

 

O IAS garante que vai ter em conta as críticas à aplicação para melhorar a informação que é prestada a cidadãos com deficiências.