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BNU quer evitar quebra de relações com clientes
Sexta, 13/05/2016

Pedro Cardoso disse que tudo vai ser feito para evitar o descontinuar de relações entre o BNU e os clientes. Em causa está a carta enviada em que é pedido a cada cliente que actualize os seus dados pessoais e que autorize a transferência da informação para o Grupo Caixa Geral de Depósitos. Segundo o presidente da Comissão Executiva do BNU se não houver essa autorização, a instituição será obrigada a descontinuar relações.

 

“Aos clientes que vierem a recusar dar esse consentimento, não restará outra possibilidade mas tudo faremos para que isso não aconteça e tudo faremos para esclarecer os clientes, individualmente se for caso disso, de que será necessário darem-nos esse consentimento. Outra forma não teremos outra opção pelo facto de sermos supervisionados pelo Banco Central Europeu e Banco de Portugal, não restará outra possibilidade que o BNU progressivamente vir a descontinuar relações comerciais com esses clientes”, explica.

 

A instituição já tinha esta semana garantido ao Ponto Final que o pedido serve para que o grupo Caixa Geral de Depósitos aceda à informação sobre os clientes do banco de Macau e possa avaliar o estado de saúde do grupo como um todo.

 

Pedro Cardoso indicou que este processo teve luz verde do Gabinete de Protecção de Dados Pessoais de Macau e deu “total garantia” de um bom uso dos dados enviados.

 

“A informação destina-se unicamente para efeitos de supervisão consolidada, de um conhecimento básico da nossa accionista Caixa Geral de Depósitos, de quem são os nossos clientes, e é importante realçar que este processo foi conduzido entre o BNU e o Gabinete de Protecção de Dados Pessoais aqui em Macau. Obtivemos o acordo do gabinete para encetarmos este processo de acordo com um determinado enquadramento e a informação que poderá ser prestada ao nosso accionista Caixa Geral de Depósitos circunscreve-se a um número limitado de campos e a um número limitado de informação. Não é uma informação genérica nem uma informação demasiadamente detalhada”, afirmou Pedro Cardoso.

 

Este processo começou no ano passado e vai durar mais alguns meses, adiantou o líder do BNU, sem especificar, no entanto, por quanto mais tempo se vai prolongar.

 

“O BNU já fez chegar aos seus clientes essa carta. Já fez chegar uma segunda via e se for necessário fará chegar uma terceira ou uma quarta via, e os clientes, na sua grande maioria, têm reagido bastante favoravelmente a isso. Não queremos ter aqui nenhuma postura intransigente e ameaçadora com os nossos clientes. Estamos neste território há 114 anos, temos como nossos clientes cerca de um terço da população de Macau e obviamente queremos continuar a ter este posicionamento e uma atitude extremamente cooperante relativamente à nossa base de clientes”, acrescentou Pedro Cardoso.