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Governo quer sector dos junkets mais regulado
Quarta, 11/05/2016

A importância e os problemas dos junkets são um dos temas de maior destaque no relatório intercalar do jogo, apresentado esta tarde. De acordo com o director da Inspecção e Coordenação de Jogos, Paulo Martins Chan, há necessidade de introduzir mais controlo na actividade destes profissionais.

 

No final do ano passado, as salas VIP – o grande negócio dos promotores de jogo – tiveram um peso de 54 por cento nas receitas brutas do sector do jogo. Mas, em 2011, o valor chegou a ser de 73 por cento.

 

Por representarem uma fatia importante do negócio, Paulo Martins Chan quer que a actividade dos promotores de jogo seja mais controlada. Por exemplo, ao nível dos empréstimos, com a criação da aguardada base de dados de jogadores que contraem créditos.

 

“Estamos ainda numa fase inicial sobre a constituição desta base de dados”, começa por explicar o director da Inspecção e Coordenação de Jogos.

 

“Temos de estudar a viabilidade. Preliminarmente, entendemos que seja viável. Claro que temos de cumprir todas as legislações, nomeadamente a lei de protecção de dados pessoais”, sublinhou o responsável.

 

A concessão de empréstimos baseia-se na “credibilidade”. Para contornar possíveis problemas, os promotores de jogo têm vindo a diminuir o valor do crédito ou então exigem como garantia objectos de valor aos jogadores.

 

Paulo Martins Chan promete ainda apertar o cerco ao jogo ilegal – as chamadas apostas paralelas. O mesmo vai acontecer com as apostas à distância. Para concretizar este controlo, é admitida a utilização do “agente provocador” para a obtenção de provas.

 

No relatório com a revisão intercalar do jogo ficou ainda uma sugestão: deve ser criado um “mecanismo para a verificação da idoneidade” de accionistas, administradores ou trabalhadores com funções relevantes nas operadoras.