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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 10/05/2016

A candidatura de Macau a Cidade da Gastronomia da UNESCO e os protestos marcados para contestar o polémico donativo à Universidade de Jinan são temas em destaque na imprensa local. O futuro da economia da China Continental está em evidência nos jornais publicados em Hong Kong.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun tem como grande tema do dia a candidatura de Macau a Cidade da Gastronomia da UNESCO. Essa hipótese foi abordada, ontem, numa reunião do Conselho para o Desenvolvimento Turístico. Na China Continental, Chengdu e Shunde fazem parte da lista.

 

O Va Kio também destaca a tentativa de reconhecimento da gastronomia local por parte da UNESCO. A candidatura pode ser feita em 2017.

 

Ou Mun Tin Toi

 

No canal chinês da Rádio Macau, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau, Wu Zhiliang, esteve no programa Fórum, onde falou sobre o donativo de 123 milhões de patacas à Universidade de Jinan. Em relação ao financiamento para a área da educação, o responsável disse que, apesar de as receitas do jogo continuarem no vermelho, o apoio não vai ser reduzido.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau titula “prenúncio de morte”, alertando para a urgência em renovar a zona norte da cidade. Os anos passam e a degradação “não pára de crescer”, sendo que alguns edifícios antigos “correm o risco de ruir”.

 

O Jornal Tribuna de Macau faz manchete com Direcção dos Serviços de Turismo “quer gastronomia reconhecida pela UNESCO”. “Acho muito bem que o Governo tenha essa iniciativa”, diz o presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, Luís Machado. No destaque fotográfico estão as lanternas tradicionais de Macau que “brilham em Lisboa”. O Albergue SCM levou a mostra à Galeria Espaço Arte Livre.

 

O Ponto Final avança que a “Rua dos Mercadores já não tem parque infantil”. A única estrutura de lazer na zona do Senado fechou portas para dar lugar a um parque de estacionamento. O jornal aborda também a manifestação, organizada no próximo domingo, que tem como exigência a demissão de Chui Sai On, na sequência da doação de 123 milhões de patacas à Universidade de Jinan.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily coloca o polémico donativo da Fundação Macau à Universidade de Jinan na primeira página. “Um grau de desconforto” lê-se na manchete. Grupos locais vão organizar protesto e exigem que a quantia seja devolvida. No entanto, antigos alunos da instituição chinesa usaram a imprensa local para apoiar o financiamento.

 

O Macau Daily Times faz manchete com as presidenciais nas Filipinas: “Rodrigo Duterte lidera a contagem não oficial”. O jornal publica ainda uma reportagem sobre as cirurgias estéticas em Macau.

 

No Macau Post Daily está a nova candidatura do território à UNESCO. O Governo quer que a gastronomia local seja reconhecida numa rede de cidades de todo o mundo. As eleições nas Filipinas figuram igualmente nos principais temas do dia.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily faz manchete com “Baidu ordenado a reformular as publicidades de saúde”. Os reguladores chineses pediram, ontem, que o maior motor de busca do país altere a forma como são publicitados os anúncios do sector. Tudo porque, recentemente, um jovem morreu, depois de ter recebido cuidados experimentais para o tratamento de cancro. A vítima tinha encontrado essa hipótese na Internet. No destaque fotográfico do jornal oficial chinês estão os “sorrisos de vitória” de um grupo de militares da Rússia, na parada que serviu para assinalar o Dia da Vitória do país sobre a Alemanha Nazi.

 

O South China Morning Post faz eco de uma “viragem de política”, na China Continental. O crescimento com base no endividamento tem de acabar. Isso mesmo foi sublinhado num artigo do Diário do Povo. O South China Morning Post olha ainda para as eleições nas Filipinas. O candidato Rodrigo Duterte surge à frente, nos resultados não oficiais conhecidos.

 

O Standard também destaca a economia chinesa na visão do Diário do Povo. O jornal explica que o Governo Central não vai optar por aumentar os empréstimos e deve promover reformas económicas como forma de fomentar o crescimento.