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Novo Macau lança petição contra doação a universidade
Sábado, 07/05/2016

A Associação Novo Macau lançou uma petição online em que pede que o Governo recue na doação de cerca de 123 milhões de patacas feita à Universidade de Jinan, na China, e apela à demissão do Chefe do Executivo.

 

A petição foi lançada na última noite e, segundo Scott Chiang, presidente da associação, tem como objectivo “mostrar a frustração e o descontentamento da população face a uma doação, que não foi consentida, por parte da Fundação Macau à Universidade de Jinan, na China”.

 

“Não temos nada contra esta universidade em particular, mas o processo de doação não foi transparente face aos cortes no orçamento e no apoio a outras universidades locais”, acrescentou à Rádio Macau Scott Chiang.

 

A petição tinha sido já assinada por mais de mil pessoas até cerca das 17h deste sábado, segundo o activista.  

 

No documento que está disponível online é evocado um conflito de interesses: Fernando Chui Sai On faz parte da Fundação Macau e também pertenceu ao conselho da universidade chinesa.

 

Entre os pontos da petição é pedido que sejam retirados os 123 milhões de patacas doados pela Fundação Macau e que Fernando Chui Sai On peça a demissão pela “fraca integridade e por alegado envolvimento em actos de corrupção”. O último ponto defende a promulgação de uma lei que permita um escrutínio pela Assembleia Legislativa de concessões ou projectos públicos acima de um determinado montante, que não é, no entanto, especificado.

 

A associação pede uma resposta do Executivo em 48 horas – o prazo termina esta segunda-feira. Se não houver uma resposta do Governo a associação promete outras medidas para salvaguardar a utilização correcta do erário público e exigir a demissão de Fernando Chui Sai On.

 

À Rádio Macau, Scott Chiang diz que uma das possibilidades é sair à rua em protesto.

 

Este sábado a Fundação Macau emitiu um comunicado sobre a doação feita à Universidade de Jinan, mas Scott Chiang afirma “que é muito curto para explicar o que se está a passar”.