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Protocolo com Portugal não pode ter reciprocidade total
Sábado, 07/05/2016

A Associação dos Advogados de Macau vai negociar com a Ordem dos Advogados de Portugal um novo protocolo, disse no Rádio Macau Entrevista, Jorge Neto Valente. Mas o líder dos advogados de Macau alerta que “não pode haver é reciprocidade total, mas pode haver alguma reciprocidade”.

 

“Em Macau tem de haver um numerus clausus, porque em Portugal há 28 mil advogados inscritos e se a porta em Macau estiver aberta não virão os 28 mil, mas há a possibilidade de virem centenas”, acrescentou, apontando para a actual situação em Portugal “no estado em que está a economia, no estado em que é actualmente difícil aos advogados mais jovens arranjar colocação num escritório em Portugal e abrirem o seu escritório, não é possível encorajar as pessoas a virem para cá. Mas o contrário não tem problema nenhum. Se além dos cem que já estão inscritos na Ordem dos Advogados forem lá mais 200, em 28 mil, não tem qualquer importância”.

 

O presidente da Associação dos Advogados nota que os problemas da reciprocidade não se colocam apenas com Portugal. “Põe-se em relação à China e em relação a Hong Kong, onde muita gente pensa que pelo facto de falarem chinês e escreverem chinês podem vir cá inscrever-se. Não pode ser. Seria acabar com o sistema”, notou Neto Valente.

 

Segundo as contas apresentadas pelo presidente da Associação dos Advogados, “em Cantão há 10 mil advogados, em Hong Kong existem também 10 mil e na China dezenas de milhares”.