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Revista de imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 06/05/2016

A detenção de um homem suspeito de abusar sexualmente dos filhos é um tema em destaque na imprensa local. Em Hong Kong, os jornais alertam para a nova queda nas vendas a retalho.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun titula “português detido por abuso sexual dos filhos”. Este jornal acrescenta que estes actos se prolongaram por vários anos.

 

O Va Kio dá conta do mesmo caso, com um título semelhante: “homem português preso por abuso sexual dos filhos durante anos”. Este diário sublinha que a ex-mulher apercebeu-se do que se estava a passar quando as crianças começaram a mostrar sinais de medo de enfrentarem o pai.

 

Ou Mun Tin Toi

 

O canal chinês de rádio da TDM destaca a reacção da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude a este caso. A DSEJ “condena fortemente” estes actos e garante que “vai prestar toda a assistência necessária às crianças”, vítimas destes abusos sexuais por parte do pai.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Marcha atrás” é a manchete do Hoje Macau sobre a compra pela Transmac de mais 25 autocarros “inimigos” do ambiente. Por um motivo ou por outro, todos isentos de culpas, as crianças continuarão a respirar poluição severa nas ruas, acrescenta o matutino. Espaço também para uma engenheira do ambiente que afirma que “DSPA nem sabe qual é a sua missão”.

 

O Jornal Tribuna de Macau titula que a “violência doméstica a votos na AL dia 20”. O destaque fotográfico deixa a pista: “amanhã fala-se Patuá”. Ainda referência ao Brasil: “Porto Alegre escancarou as portas a Macau”.

 

O Clarim traz o bispo de Macau, D. Stephen Lee, em grande plano assim como a sua frase “os pais são os principais educadores”. Este semanário católico destaca ainda o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais: “comunicação e misericórdia: um encontro fecundo”.

 

O semanário Plataforma escreve “uma falsa boa ideia”, a propósito do plano quinquenal. Os analistas dizem que “orienta”, mas está “vazio de conteúdo”. Em chamadas de capa lê-se ainda que “Angola arrasta São Tomé”, a propósito da crise petrolífera, e ainda “falência pesadas” por causa da ‘Leecknomics’ que está a desmantelar a indústria pesada chinesa.

 

Sobre a língua portuguesa, o Ponto Final pergunta “passaporte para o futuro?”. A língua portuguesa e o universo lusófono deverão continuar no radar da República Popular da China depois de Macau deixar de existir como Região Administrativa Especial. Ainda referência à proposta de lei do ensino superior: “não-residentes sem direito a estágio remunerado”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

No Business Daily a imagem que domina a primeira é de um capacete amarelo de construção civil que ilustra a manchete que dá conta de atrasos “intermináveis” nas obras da nova prisão de Coloane. O empreendimento era suposto ter ficado concluído em 2014.

 

A manchete do Macau Daily Times diz que “faixa exclusiva para autocarros entra em fase experimental”. Em grande destaque está ainda o Hotel Central, porque os “proprietários querem restaurá-lo à sua antiga glória”.

 

O Macau Post Daily titula “detido homem por abusar sexualmente dos próprios filhos”. Este jornal publica ainda a fotografia deste homem, encapuçado na Polícia Judiciária.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily escreve em manchete “inspectores vão cobrir todas as principais partes do exército” – é mais uma medida anti-corrupção do Governo chinês. O destaque fotográfico faz referência ao “desespero” dos refugiados. Uma mulher chora enquanto espera com o seu filho para atravessar a fronteira para a Jordânia.

 

O South China Morning Post dá conta da má fase por que passa o comércio de Hong Kong, com as vendas a retalho a registarem uma queda de 12,5 por cento no primeiro trimestre do ano. São os piores dados trimestrais desde 1999, realça este diário. Noutro título lê-se “Alibaba espera gastar bastante depois de um salto de 193 por cento nos lucros”.

 

O Standard titula “vendas a retalho caem ainda mais, mas a um ritmo mais lento”. Os Serviços de Estatística e Censos da região vizinha atribui a descida ao número mais reduzido de visitantes.