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Deputados criticam Plano Quinquenal
Quarta, 04/05/2016

A sessão entre deputados e Governo, que serviu para troca de opiniões sobre o novo Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM (2016-2020), terminou com várias críticas. Na Assembleia Legislativa ouviram-se reparos ao facto de o documento ser “vago” e “não ter metas”.

 

Ng Kuok Cheong destacou isso mesmo a abrir a sessão. Para o deputado, alguns problemas e desafios actuais não estão a ser equacionados.

 

“O Chefe do Executivo referiu que o preço a retalho de carnes, frescos e animais vivos é relativamente elevado. Mas, neste projecto, não vejo nenhuma palavra”, atirou.

 

“Na parte referente ao processo político, só se fala na criação de um órgão municipal sem poder político. Em concreto, não se fala como os membros vão ser seleccionados. Será que vão ser eleitos por sufrágio directo?”, questionou Ng Kuok Cheong.

 

Ella Lei lembrou que “o Governo nunca deixou de fazer planos”, em áreas como a protecção ambiental, habitação ou juventude. O problema, defendeu, é que raramente são cumpridos.

 

“Todos esses planos têm um prazo até 2020 e a taxa de execução é baixa”, sublinhou a deputada.

 

O trânsito foi outro tema em destaque. A crítica mais recorrente foi a inexistência de um plano para baixar o número de veículos.

 

Sobre o ambiente, Mak Soi Kun abordou a falta de soluções do Governo e a ausência de uma “indústria verde”. Na habitação, Ho Ion Sang apontou baterias à “falta de conteúdo” do Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM.

 

“Só há alguns slogans, que dizem apenas que vão ser aproveitados terrenos dos novos aterros como prioridade para a construção de habitação pública”, denunciou.

 

Todos os comentários foram anotados por Lau Pun Lap. O Coordenador do Gabinete de Estudos das Políticas do Governo prometeu melhorar o conteúdo do documento, mas não avançou qualquer data para apresentar as possíveis alterações.