Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

Fundador da Viva Macau nos "Documentos do Panamá"
Quarta, 04/05/2016

O empresário de Macau Ngan In Leng, membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, poderá ter violado as regras do Estado Chinês ao esconder que é detentor de nacionalidade de Singapura. A informação consta dos Documentos do Panamá e é revelada hoje pelo jornal South China Morning Post.

 

O fundador e antigo presidente da Viva Macau terá adquirido a nacionalidade de Singapura um ano depois do retorno de Macau à administração chinesa. O South China Morning Post conta que Ngan In-leng – um dos cinco representantes de Macau no comité permanente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês – utilizou o cartão de identidade de Singapura para registar duas empresas offshore que o empresário e membros da família criaram depois de 2000.

 

As empresas foram criadas através dos serviços prestados pela Mossack Fonseca, que tem estado no centro do escândalo revelado pelos Documentos do Panamá. A China não reconhece a dupla nacionalidade e a existência de membros da Conferência Consultiva e da Assembleia Popular Nacional chinesa com mais do que uma nacionalidade tem sido uma questão cada vez mais discutida pelos líderes chineses.

 

Há dois anos, durante a reunião anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o porta-voz do organismo, Lu Xinhua, garantiu não existirem delegados com dupla nacionalidade. Desde então, para além Ngan In Leng, ficou a saber-se que também o delegado Conferência Consultiva Política do Povo Chinês da Lee Ka-Kit, empresário do sector imobiliário, utilizou a nacionalidade britânica para abrir companhias sediadas em paraísos fiscais.