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GAES obrigado a explicar novo regime do ensino superior
Sexta, 29/04/2016

O novo regime do ensino superior tem gerado muitas dúvidas na comissão da Assembleia Legislativa que discute o diploma. Ontem, os deputados pediram uma clarificação de alguns conceitos. Hoje, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) organizou uma conferência de imprensa para tentar esclarecer tudo.

 

O director do GAES, Sou Chio Fai, garante que a futura legislação tem um único objectivo: “Não só aumentar a qualidade do ensino e da investigação das instituições, mas também tem que ver com a internacionalização do sistema”.

 

O responsável tem defendido uma maior “flexibilidade” no ensino superior local. Daí passarem a existir os conceitos de “major” e “minor”. Enquanto o primeiro corresponde a uma área central de estudo, o segundo permite escolher disciplinas de outros cursos.

 

No entanto, para que a formação académica seja reconhecida, os alunos só precisam de completar o “major”. O “minor” é visto como uma arma adicional no mercado de trabalho.

 

Em relação ao “double major”, a ideia é que os estudantes possam ter formação contemplada em duas licenciaturas. Mas tem de ser da mesma área científica. Sou Chio Fai deu os exemplos de gestão e contabilidade.

 

O novo regime do ensino superior prevê ainda a existência da “dupla licenciatura”. Um modelo só para os melhores alunos, que têm de procurar esta hipótese só em universidades que tenham recebido “luz verde” do GAES.

 

Em Macau, as licenciaturas têm quatro anos e devem passar a ser compostas por cerca de 130 créditos. Quem estiver na “dupla licenciatura”, a futura lei estabelece que só tem de frequentar um número mínimo de disciplinas. Ou seja, no final dos dois cursos, não terá de completar os 260 créditos previstos. O número deve ficar abaixo de 200.

 

Outra novidade é o “diploma associado”, que prevê dois anos lectivos de formação. Depois, os estudantes podem passar directamente para o terceiro ano de uma licenciatura, mas da mesma área científica.

 

Neste caso, os candidatos podem ser pessoas com 23 anos ou mais, que não tenham terminado o ensino secundário, de forma a terem uma nova oportunidade para estudar. O director do GAES explicou que, neste momento, “67 por cento da população” não tem formação superior. As alterações, acredita Sou Chio Fai, podem fazer com que o valor diminua.

 

Sobre os mestrados, o responsável assegura que a exigência vai ser “alta”. Além disso, rejeita a ideia de que a não obrigatoriedade de apresentação de uma tese seja sinónimo de menor qualidade.

 

Sou Chio Fai referia-se aos mestrados com finalidade de ensino, que vão ter regras diferentes dos mestrados com finalidade de investigação.