Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Académica alerta para perigos de exclusão de teses
Quarta, 27/04/2016

Teresa Vong, a directora do Centro de Investigação em Educação da Universidade de Macau, alerta para o perigo de a nova lei do ensino superior não tornar obrigatória a apresentação de uma tese para obter o grau de mestrado ou de doutoramento, se o objectivo for dar aulas. A académica argumenta que deixar-se esta decisão apenas nas mãos das instituições pode resultar numa redução da qualidade de ensino, nomeadamente para se atraírem mais alunos de fora.

 

“Se ficar tudo à decisão das universidades é muito perigoso, porque neste momento o ensino superior está numa encruzilhada. A maioria das instituições do ensino superior procura recrutar mais estudantes do exterior. Portanto, será assim mais fácil para elas a definição de currículos ou requisitos mais simples para atraírem mais estudantes. Isto será um grande desastre porque depois de completarem os estudos significa o mesmo que nada”, afirmou Teresa Vong, em declarações à Rádio Macau.

 

A académica defende que a proposta de lei defina um leque de opções, do qual depois as instituições poderão escolher o método de avaliação mais apropriado. “Se a decisão fica nas mãos das universidades não vejo qual é o papel do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior ou porque está a preparar esta lei. Deve-se ter muito cuidado com isto, porque a tese mantém-se como uma componente muito importante na maioria das universidades de renome. Devemos ter em atenção que a tese pode assumir ou ter diferentes formas, mas ainda é um componente muito importante no ensino superior, como é óbvio”.

 

Teresa Vong antevê que se esta alteração se concretizar, tornará ainda mais difícil o processo de reconhecimento de qualificações das instituições de ensino superior de Macau no estrangeiro. “O que precisamos fazer é tentar aproximar os nossos currículos da referência internacional e não afastarmo-nos dela. Temos de tornar os nossos currículos mais competitivos”.