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Ensino Superior: vai ser mais fácil ser mestre e doutor
Quarta, 27/04/2016

A nova lei do ensino superior traz também mais facilidades para os professores: se o objectivo for dar aulas, deixa de ser obrigatório apresentar uma tese para obter o grau de mestrado ou de doutoramento. A avaliação será feita pelas universidades que terão carta-branca do Governo para decidir qual o critério de aprovação.

 

Chan Chak Mo, presidente da 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, que discute a lei na especialidade, diz que há consenso sobre a criação de alternativas à defesa de uma dissertação na vertente de ensino. Para investigação, continua a ser obrigatório apresentar uma tese.

 

O deputado diz que a ideia do Executivo é flexibilizar e não facilitar a progressão na carreira dos professores. “O Governo tenta introduzir uma flexibilidade. Vamos por de parte os sujeitos. Quem quer um curso de doutoramento basta reunir estes requisitos. Não é só para facilitar os professores ou os doutores. Basta frequentar aulas e fazer provas. Não é preciso fazer uma dissertação”.

 

O deputado diz ainda que esta é já uma tendência mundial, que, tarde ou cedo, Macau terá de seguir. A nova lei do ensino superior confirma também que para dar aulas numa universidade é preciso ser doutor ou mestre. Mais: os docentes têm de ter um grau académico igual ou superior áquele que o curso dá.

 

A investida do Governo para facilitar a formação universitária traz mais novidades. Vão ser criados cursos de diploma associados, com a duração de, pelo menos, dois anos. Quem optar por esta via, pode pedir para entrar no terceiro ano de uma licenciatura na mesma área.

 

A medida dirige-se à classe trabalhadora que ficou pelo ensino secundário e tem pouco tempo para estudar. “Se calhar, querem trabalhar e depois não conseguem frequentar um curso de quatro anos porque é muito árduo. Não têm a mesma capacidade porque, estando a trabalhar, não conseguem gerir o seu tempo”, contextualiza Chan Chan Mo. O deputado diz ainda que “60 por cento das pessoas não têm curso superior em Macau” – o objectivo do Governo é permitir que este grupo possa concluir os estudos e obter um canudo.

 

O sistema existe já em Hong Kong e, de acordo com os deputados, está a falhar por falta de gente interessada e por desinteresse das universidades. Em Macau, o cenário é diferente. O Governo garante que 80 a 90 por cento das pessoas têm capacidade para tirar um curso universitário.

 

Os deputados questionaram ainda o Governo sobre a duração dos cursos de mestrado e de doutoramento. O Executivo diz que é difícil impor um tempo máximo, mas admite reconsiderar. A lei do ensino superior continua a ser discutida amanhã.