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Estudantes vão poder tirar dois cursos ao mesmo tempo
Quinta, 21/04/2016

Duas licenciaturas em quatro anos ou até em menos tempo. Pode ser na mesma área ou noutra; na mesma faculdade ou até fora de Macau. Basta ter uma média de “muito bom” ou revelar “capacidades especiais” no primeiro ano. A mobilidade passa a ser possível com a nova lei do ensino superior, que dá mais flexibilidade e autonomia às universidades na organização dos cursos.

 

O novo regime está a ser discutido na Assembleia Legislativa. Chan Chak Mo, da 2ª  Comissão Permanente, que analisa o diploma, diz que a ideia de é dar margem de manobra a estudantes e universidades. O deputado rejeita que a proposta resulte em mais cursos com menos qualidade. “Se conseguir passar no exame ou na prova, tudo bem. Não tem nada que ver com o número de cursos e a qualidade. Um aluno pode ser muito trabalhador, quer tirar um curso. Como no primeiro ano, tem uma média boa quer tirar outro curso de licenciatura. Se conseguir gerir o seu horário tudo bem”, defende.

 

Chan Chak Mo diz desconhecer casos de universidades que pressionam os professores a dar boas notas e passa a questão para o Gabinete de Ensino Superior.

 

O acesso e aprovação das duplas licenciaturas vão depender de um sistema de créditos, que será regulado noutro diploma. Os deputados desconhecem as regras, mas Chan Chak Mo diz que o principal problema da Comissão era garantir que os cursos com menos de quatro anos fossem reconhecidos. Está resolvido: “O Governo diz que a norma, redigida desta maneira, é para dar mais flexibilidade, espaço e margem para a realização no futuro de cursos com duração inferior a quatro anos lectivos. Se está flexibilidade é demais? O Governo diz que vai estudar”.

 

Os estudantes que sigam o sistema de créditos têm ainda a hipótese de fazer o que o Governo chama um “cálculo de resultados da aprendizagem”. As contas permitem que um aluno, com créditos em falta, termine o curso  “em tempo oportuno”.

 

De acordo com o Executivo, a nova lei do ensino superior tem como referência sugestões da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e do Banco Mundial para uma formação de “alta qualidade”.