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Contestada obra de 127 metros para Ramal dos Mouros
Quarta, 20/04/2016

Os membros do Conselho do Planeamento Urbanístico disseram estar contra o projecto da Associação Islâmica de Macau para o Ramal dos Mouros, que corre assim o risco de não ir para a frente. A proposta é para construir um centro religioso muçulmano ao lado do cemitério que, no entanto, incluiria ainda um edifício comercial e residencial com uma altura de 127 metros.

 

As consequências da altura da torre no que diz respeito à sombra, à circulação do ar e do trânsito geraram polémica no seio do Conselho de Planeamento Urbanístico. Segundo o jornal Ponto Final, o arquitecto Rui Leão foi uma das vozes contra o projecto, alegando que com as “constantes entradas e saídas de carros a zona vai ficar constantemente entupida” e o projecto “não deixa espaço para expandir a estrada”. Também o advogado Jorge Neto Valente fez críticas ao projecto por considerar que se desvia da intenção de ser um centro religioso para se tornar um negócio.

 

Face às críticas, o vice-presidente do Conselho do Planeamento Urbanístico, Leong Keng Seng, decidiu que a decisão relativamente ao projecto para o Ramal dos Mouros será tomada na próxima reunião para se ouvir a opinião da Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo Rosário, presidiu à reunião mas pediu para ficar de fora da discussão por ter feito uma colaboração nesse projecto antes de entrar para a função pública.