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Refugiados: Paul Pun defende ajustamento no sistema
Quinta, 14/04/2016

O secretário-geral da Caritas defende que o sistema para atribuir o estatuto de refugiado deve ser ajustado. Hoje foi conhecido o relatório do Departamento de Estado norte-americano que dava conta que seis pessoas aguardavam pelo estatuto de refugiado em Macau.

 

“Penso que não é um sistema muito eficaz. O sistema existe mas não funciona. Mesmo as pessoas que estão há muito tempo à espera não têm uma resposta definitiva. O sistema precisa de ser ajustado para que cada caso seja tratado de uma melhor forma. Claro que há pessoas que podem estar preocupadas que se o sistema funcionar mais pessoas virão para Macau para pedir asilo”, afirma Paul Pun.

 

Se todas as pessoas teriam condições para serem reconhecidas como refugiadas, Paul Pun diz ter as suas dúvidas, mas defende que os casos devem ser investigados. No relatório do Departamento de Estado norte-americano, o líder da Comissão para os Refugiados deixou claro que a resolução dos casos pendentes pode ainda demorar vários anos, por causa da falta de recursos e por haver outras prioridades.

 

Sobre os pedidos de asilo, o Governo de Macau dá apoio nas necessidades básicas a quem espera uma decisão. Paul Pun defende também que seja prestado apoio psicológico.

 

“A sociedade de Macau tendo apoiado bem quem pede asilo, providenciando as condições mínimas de sobrevivência, de apoio financeiro, de habitação, mas eles também precisam de apoio psicológico. Quando a resposta demora a chegar é duro para eles. A vida é muito difícil em Macau”, acrescenta o secretário-geral da Caritas.

 

O relatório hoje conhecido também fala de um caso de abuso sexual de crianças e três denúncias de violação de menores. Paul Pun defende que as escolas também devem estar atentas.

 

“Na Caritas, acreditamos que não somos uma associação apenas para dar arroz. Estamos aqui para alertar a sociedade para dar mais atenção aos direitos das crianças. A sociedade e as escolas têm a responsabilidade de estar atentas. Nas escolas é preciso ver se as crianças têm algum comportamento especial”, afirma.

 

Para Paul Pun “o relatório dos Estados Unidos é um documento para chamar a atenção de alguns locais” mas ainda assim, diz, “o mais importante é a sociedade”.

 

“Não precisamos de esperar que outros nos digam o que precisamos de fazer, mas temos de ter também um sistema que funcione para identificar possíveis casos. E em segundo lugar, é perceber como evitar problemas familiares”, conclui o secretário-geral da Caritas.