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EUA: Activistas preocupados com autocensura nos media
Quinta, 14/04/2016

No Relatório Anual de Direitos Humanos do Departamento de Estado norte-americano, relativo a 2015, são realçadas práticas que podem resultar em autocensura nos meios de comunicação, nomeadamente com a inclusão de administradores em órgãos políticos.

 

O documento é claro ao afirmar que esta questão foi levantada por activistas locais, que consideram existir autocensura no jornalismo do território. Os activistas afirmam que uma das razões é os governos de Macau e da China incluírem vários administradores ou gestores de órgãos de comunicação social em conselhos consultivos ou colégios eleitorais.

 

Mas os jornalistas também expressam algumas preocupações, segundo o relatório, face às limitações do Governo no acesso à informação e também face à escolha selectiva de jornais para a publicação de anúncios judiciais. Os jornalistas consideram que estas práticas acabam por influenciar os conteúdos editoriais.

 

Washington realça igualmente que os activistas invocam os subsídios concedidos aos órgãos de comunicação social pelo Governo para justificarem a autocensura. A ajuda do Governo leva a que  os jornalistas temam que uma cobertura mais crítica do Governo ou a Pequim possa limitar a ajuda financeira.

 

Neste ponto, lê-se, que o Governo subsidiou fortemente os jornais de maior dimensão, que tendem a seguir a política da China em assuntos de sensibilidade política, como é o caso da questão de Taiwan. No entanto, há espaço para publicação de matérias críticas em relação ao Governo de Macau.

 

O relatório ressalva, no entanto, que, de forma geral, os meios de comunicação independentes estiveram activos e expressaram uma variedade de pontos de vista e que os órgãos internacionais operaram livremente.

 

Nota ainda no documento para o impedimento de entrada em Macau de dois fotógrafos de Hong Kong que procuravam cobrir as manifestações do 1º de Maio e para o caso da jornalista que foi retirada à força de um espaço da Universidade de Macau por estar a fotografar um protesto de um estudante.

 

Washington considera que, por norma, os jornalistas não são alvo de violência ou perseguição em Macau.

 

O departamento de estado norte-americano afirma ainda que activistas críticos ao Governo alegam que as autoridades vigiam as conversas telefónicas e acreditam que o Governo possui software capaz de censurar, descodificar e fazer rastreios no serviço gratuito de Wi-fi, sem qualquer notificação aos utilizadores.