Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Fundo de 2,5 milhões de patacas para promover português
Sexta, 08/04/2016

Está aberta a linha de financiamento do Governo as instituições de ensino superior de Macau para cursos de português e conferências sobre o ensino da língua. As candidaturas podem ser entregues já este mês, diz o coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES). Sou Chio Fai desfez o mistério: o fundo para a promoção do ensino do português conta com 2,5 milhões de patacas.

 

O valor “não é muito grande”, reconhece Sou Chio Fai, mas tem peso político. O programa do Governo para este ano anuncia que Macau vai ser o centro de formação de língua portuguesa na Ásia. A procura, destaca o coordenador do GAES, existe e é cada vez maior: "Há mais cursos, e com certeza, que há mais alunos. Há uma grande procura. Não só os residentes de Macau, mas também os alunos não locais gostam muito de fazer o curso de língua portuguesa".

 

O interesse dos estudantes da China em aprender português, aliado aos objectivos económicos que o Governo Central tem com a língua, faz com que haja cada vez mais cursos. Isto apesar de o número de professores ser limitado. Mas Sou Chio Fai diz não haver motivos para preferir qualidade à quantidade: "A criação de cursos depende de cada instituição de ensino superior. Na minha opinião, isto é positivo porque permite uma diversificação também dos cursos superiores em Macau".

 

Já na China, como conta Catarina Xu, da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, a tendência é controlar a qualidade dos cursos e limitar o número de alunos. "Estamos a enfrentar novos desafios com o aparecimento de cada vez mais instituições de ensino de língua portuguesa para aprendizes chineses".

 

Há mais de 30 universidades que, entre licenciaturas e cadeiras opcionais, ensinam português na China. Em Pequim, a estratégia passa também por um controlo rigoroso do número de alunos. Ye Zhiliang diz que a Universidade de Estudos Estrangeiros aceita, no máximo, três alunos para mestrado em português.

 

"Nós estamos a enfrentar novos desafios com o aparecimento de cada dia mais instituições de ensino de língua portuguesa aos aprendizes chineses", indica o docente. Para Ye, o ensino do português como língua estrangeira enfrenta muitos desafios. A começar pela falta de manuais que, admite, “tem sido um problema crónico”.