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Malaca Casteleiro diz que novo acordo não é um fracasso
Sexta, 08/04/2016

O linguista Malaca Casteleiro rejeita a ideia de que o Acordo Ortográfico seja um fracasso e está contra qualquer revisão enquanto a nova grafia não estiver a ser seguida por todos os países de língua portuguesa. “Não foi fracasso nenhum. Não há aqui nenhum fracasso. Há naturalmente um tempo de implementação do Acordo, que exige percursos diferentes para os diferentes países”, defende o professor. Malaca Casteleiro está em Macau para participar na conferência internacional sobre o ensino do português como língua estrangeira, na Universidade de Macau.

 

Numa altura em que Portugal retoma o debate e até o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escreve de acordo com as regras antigas, Malaca Casteleiro mantém que esta é a lei a seguir.

 

“Rever, neste momento, não faz sentido. Se está em vias de aplicação em todos os países, porque é que agora vamos rever? Criar mais um empecilho para se conseguir a unificação ortográfica? É contraproducente. Do ponto de vista da política da língua, não é conveniente”, acrescenta o pai do novo Acordo Ortográfico.

 

As novas regras estão em vigor em Portugal desde 2009, os críticos da nova grafia têm hoje mais expectativas em relação à eventual revisão da lei. Não só o Presidente da República segue a norma antiga, como está rodeado de opositores ao novo Acordo Ortográfico, como os Conselheiros de Estado Pedro Mexia e Eduardo Lourenço.

 

Quanto a opção de Marcelo Rebelo de Sousa pela antiga grafia, Malaca Casteleiro diz que, o Presidente da República, enquanto cidadão, tem o direito de escrever como quiser. Mas que, no exercício de funções oficiais, tem de escrever efectivos sem ‘c’ e esquecer a norma antiga.

 

Questionado sobre a posição ambígua da RAEM quanto ao Acordo Ortográfico, o professor diz que Macau “há-de lá ir”.