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Consórcio da oficina do metro na Taipa devolve 65 milhões
Sexta, 01/04/2016

O consórcio que estava responsável pela construção do parque de oficinas e materiais do metro ligeiro, na Taipa, devolveu 65 milhões de patacas ao Governo. A informação foi avançada à Rádio Macau por fontes conhecedoras do processo, que culminou com a resolução do contrato.

 

Numa fase inicial, o Executivo tinha avançado 120 milhões de patacas. Mas, uma vez que as obras não foram terminadas, o consórcio que incluía as empresas Top Builders e Mei Cheong devolveu 65 milhões.

 

Para chegar a este valor, as duas partes tiveram em conta a aquisição e desvalorização dos materiais, assim como o trabalho já realizado. Além disso, foram estabelecidas duas condições: o consórcio tinha de abandonar o local das obras e desistir dos processos judiciais contra Administração.

 

Os atrasos no metro ligeiro foram, precisamente, um dos temas em destaque num encontro da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas com membros do Governo. A reunião teve lugar, esta manhã, na Assembleia Legislativa.

 

O presidente da comissão, Mak Soi Kun, indicou que o Executivo não explicou quando vai ser aberto um novo concurso público para a construção do parque de oficinas e materiais. No final do ano passado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, avançou que o processo deve arrancar entre Abril e Junho.

 

O Terminal Marítimo de Passageiros do Pac On foi outro tema da reunião. “O Governo ainda não respondeu quando vai entrar em funcionamento, mas, no primeiro semestre deste ano, vai ser concluída toda a vistoria da empreitada”, notou Mak Soi Kun.

 

O deputado adiantou que estão previstos novos trabalhos na zona. Os planos do Executivo passam por construir um depósito de combustível, um posto do Corpo de Bombeiros e demolir a estrutura provisória.

 

O novo Estabelecimento Prisional de Macau esteve igualmente em cima da mesa. Na primeira e segunda fases do projecto foram gastos 150 milhões de patacas e 110 milhões de patacas, respectivamente. A terceira fase ainda não tem orçamento, uma vez que está em “fase de concepção”.