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Ex-Procurador em prisão preventiva por suspeita de burla
Sábado, 27/02/2016

Os juízes do Tribunal de Última Instância decretaram hoje a medida de prisão preventiva para o ex-Procurador da RAEM, Ho Chio Meng, e outros funcionários do Ministério Público.

 

Ho Chio Meng e os outros suspeitos estão a ser alvos de uma investigação por parte do Comissariado Contra Corrupção (CCAC) por suspeita da prática dos crimes de burla, participação económica em negócio, abuso de poder e falsificação de documento.

 

Em comunicado, o Comissariado Contra a Corrupção refere que a investigação foi desencadeada no ano passado após uma denúncia.

 

De acordo com o organismo liderado por André Cheong, as chefias do Ministério Público terão agido “em conluio com alguns administradores de empresas privadas”, adjudicando, “com valores inflacionados, obras e serviços”.

 

Entre 2004 e 2014, terão sido adjudicadas a estas empresas obras e serviços num valor superior a 167 milhões de patacas, sendo que deste montante os suspeitos envolvidos “terão beneficiado de pelo menos 44 milhões de patacas”, refere o CCAC.

 

Segundo o Ministério Público, a medida de coacção de prisão preventiva foi decretada “considerando a gravidade do caso” e “para prevenir a fuga ao julgamento”. A sugestão da medida de coacção partiu do Ministério Público e foi aceite pelos juízes do Tribunal de Última Instância.

 

Ho Chio Meng foi ouvido durante todo o dia no Tribunal de Última Instância e saiu das instalações do tribunal já perto das 10 da noite. Segundo a Lei de Bases da Organização Judiciária, é ao Tribunal de Última Instância que cabe proceder à instrução de processos-crime que envolvam magistrados e outros titulares de altos cargos da RAEM.