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EPM: Monjardino diz que Ministério está a exagerar
Sexta, 19/02/2016

O presidente da Fundação Oriente (FO) enfatiza o exagero das afirmações do Ministério português da Educação ao Ponto Final. A tutela considerou que a saída da FO da estrutura accionista que gere a Escola Portuguesa de Macau (EPM) agravou a situação financeira da instituição de ensino assim como a viabilidade a médio e longo prazos.

 

“Isso já é demais. A saída da Fundação Oriente já era expectável, há muito tempo. Não se pode vir agora dizer que tenha colocado a viabilidade da escola em termos financeiros. Isto não é assim”, reagiu Carlos Monjardino, ouvido pela Rádio Macau, acrescentando que, como demonstra o artigo do Ponto Final, a existir um problema de falta de financiamento, seria atribuível também ao Estado português já que reduziu “substancialmente a sua participação”.

 

Monjardino insiste que a FO não pagou o dinheiro alegadamente em falta por desacordo com os orçamentos da Fundação Escola Portuguesa e destaca a conclusão da auditoria, encomendada ainda pelo ministro Nuno Crato: “os números que tinham pedido inicialmente não eram os correctos, eram um montante substancialmente inferior.” Sobre o facto de os resultados da não terem sido tornados públicos, o responsável esclarece que foi uma decisão do Ministério da Educação e “porventura” da FO.

 

Ainda face ao artigo do Ponto Final, o presidente da FO afirma que não há dívidas a saldar.  “Não reconhecemos estar a dever o que quer que seja à Fundação Escola Portuguesa ou à EPM, mas estamos disponíveis para continuar a subsidiar, de alguma maneira, se assim o entenderem e quiserem, a EPM todos os anos durante um período a definir.”

 

De qualquer forma, desde 2012 a FO não atribui qualquer ajuda financeira à EPM. Quando decidir o valor, Monjardino vai entregar o subsídio directamente à escola e não à fundação que a gere. “O montante já foi longamente discutido com o anterior ministro, só que entretanto o Governo caiu e estamos à espera para retomar as negociações.”